quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Dúvidas...


Porque gostar de alguém nos faz pesar em excesso em determinadas horas?
Como alguém que gosta, pode ofender o objeto amado??
A resposta, talvez seja: esse amor nunca existiu.
Como um Ser que tem consciência do universo, me vejo aqui, chorando.
De certo, esse outro ser (amado), nao consegue enxergar. Será que sao as minhas asas??

domingo, 16 de dezembro de 2007

Larguei-me a contemplar o céu sozinho.


Hoje, estou chateado. Minha posição existencial. Se tornou ela, maldita. Não posso fazer, ou continuar fazendo o que estou. Existe uma necessidade de centrar-se em objetivos, muitas vezes, obscurecidos pelas oportunidades inconcistentes.
Larguei-me a contemplar o céu sozinho.
Aqui, sozinho sem você,
me sinto só... nenê.
Aonde estará você?
Sorrindo comigo pras estrelas?
Não estás, o banco estava vazio.
Já não vê o céu com o mesmo brilho... comigo??
Aqui, sozinho sem você.
Fico triste, imensamente... tristonho sou.
Mas, sou pleno em mim, me torno em mim.
E sei que te QUERO!
Aqui, sozinho sem você.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Acordei e soube que o mundo nao ia explodir



Hoje acordei com a certeza que o fim do mundo não ocorrerá ensurdecedoramente, mas sim, com um simples e quase totalmente silencioso... Shiiiiii.
Nada melhor para ilustrar isto do que o poema de Thomas Stearns Eliot "Hollow Men", uso uma traduçao de Ivan Junqueira, já que aqui, nem todos sao obrigados a saber sua língua natal, embora, somente lendo o original, somos capazes de aperceber com profundidade seu conteúdo.

OS HOMENS OCOS

"A penny for the Old Guy"
(Um pêni para o Velho Guy)

Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada

Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;

Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam - se o fazem - não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.

II

Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.

Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo

- Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular

III

Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
Estão eretas, aqui recebem elas
A súplica da mão de um morto
Sob o lampejo de uma estrela agonizante.

E nisto consiste
O outro reino da morte:
Despertando sozinhos
À hora em que estamos
Trêmulos de ternura
Os lábios que beijariam
Rezam as pedras quebradas.

IV

Os olhos não estão aqui
Aqui os olhos não brilham
Neste vale de estrelas tíbias
Neste vale desvalido
Esta mandíbula em ruínas de nossos reinos perdidos

Neste último sítio de encontros
Juntos tateamos
Todos à fala esquivos
Reunidos na praia do túrgido rio

Sem nada ver, a não ser
Que os olhos reapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
Do reino em sombras da morte
A única esperança
De homens vazios.

V

Aqui rondamos a figueira-brava
Figueira-brava figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Às cinco em ponto da madrugada

Entre a idéia
E a realidade
Entre o movimento
E a ação
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino

Entre a concepção
E a criação
Entre a emoção
E a reação
Tomba a Sombra
A vida é muito longa

Entre o desejo
E o espasmo
Entre a potência
E a existência
Entre a essência
E a descendência
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino
Porque Teu é
A vida é
Porque Teu é o

Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Quando estou só, sem você.




Com as pernas tremulas sou tomado de assalto,
Sinto como se o piso cedesse ao vácuo,
Me torno fraco diante de uma cena aterradora,
Onde o cerne de minha alma se fragmenta.
Fragmentos tao pequenos que mal posso reuni-los.
Meus sentimentos escorrem pelo meu vortex existencial.
Já não sou um... e inteiro... e completo... e perfeito.
Me torno parte do que não deveria ser, e não aceito meu devir.
Estou largado ao discorrer de uma vida, totalmente solitário.
Sou um objeto em que as lágrimas escolheram para correrem em profusão.
Um náufrago sentimental, que há muito perdeu seu senso de direção.
As vezes já não sei porque sou, pois meu mundo, sempre inteiro, se fora.
Agora, que há porto algum pertenço, sou levado a deriva pelo mundo.
Mas, ainda assim, estou aqui perdido. sem um coração-bússula para orientar-me.
Tenho meu coração dilacerado pelo amor... me faço triste.
Ainda sinto o frio no abdômen do seu faltar, falar, gozar.
Meu corpo se torna instrumento de um desespero fraqueza.
Quero matar o mundo. Quero matar o mundo.
Socorro!Estou pedindo socorro!
Ao meu existir peço: Socorro!
Estou afogado na maior angustia existencial do ser: sofro pela falta do seu amor.
Não sei que decisões acertar, para que possa eu parar de sofrer.
Vejo-me então, despido de meu orgulho, vergonha; confessando,à mim, que ainda te amo.
Esta situação me remete há um abismo, onde os sentimentos são disformes;
Um poço lúgubre de sensações mistas, levando a confusão sentimental.
E estou me chafurdando na lama caótica deste buraco. Estou definhando.
Largado aqui no frio do mundo, castigado pela tormenta do sentimento de perda.
Felizmente sou infeliz! E na minha infelicidade procuro e encontro o meu EU.
Encontro-o cadavérico, em decomposição, na realidade, a palavra correta: podre.
Mas sei que a saída desta gangrena de emoções se faz pelo sentidos.
Pela exasperação de sentidos no novo mundo, então me enxergo e me compreendo.
-- Sofrimento são fragmentos emocionais de um universo no microcosmo,
Apercebo-me como um grão infinitesimal de uma criação infinita.
Sou uma pilha de angustia, decepção, sofrimento e perda.
Estou aquém da cura, não existe pharmacon para mim.
Estou enraizado até a alma de um veneno chamado... Amor.
Não só mais o coração desespera-se, mas também a segurança do porvir.
Meu lastro de segurança da minha existência, torna-se extremamente frágil.
Facilmente, posso perder a via tortuosa da genialidade.
Me fincaria no caminho do aprimoramento, e esqueceria meus sonhos.
Amor... quintessencia do meu existir. Portanto do meu sofrer.
Aqui continuo jogado, estatelado no meio do NADA.
Sem no meu egoísmo de amar, receber o premio do seu dispor a mim.
Perco-me em vagalhões de ondas de pensamentos destrutivos.
Por que caminho estará a minha arrogância, minha força para existir?
Perdi a mim, perdi a você, perdi a ele... já não tenho fé em mim nem nele para prosseguir.
Tenho medo de enfrentar tudo aquilo que sou, mas, jamais posso me esquecer:
"o homem esta alem do homem", fomos criados para no sofrer, transcender.
Mas às custas de tantos sentimentos poderia eu me tornar transcendente.
Me afastar, para enxergar sobre a verdade de meu ser. Quem sou? Porque sou?
Não posso permitir que meu egoísmo sobressaia sobre a função do meu existir.
Sou dotado para a transcendência da espécie, não de um egoísmo doente.
Não posso me permitir soçobrar em meio a vida, a história. A minha história.
Através de minha historicidade me prendo ao mundo, que se prende a mim, como minha realidade.
Me torno alguém, somente para mim, mas também existo como ente no mundo.
Sou a realidade para o mundo e o mundo é a minha realidade.
Finalmente me conscientizo de que sou pura dor, angustia, desespero e sofrimento.
EU sou... EU.
Ainda que perdido em um arrebatado infortuno da vida, estou solto no etér,
Me proponho a ser forte, a agir de acordo como foi disposto a mim a realidade.
Devo ser predestinado e o verdadeiro. O espirito evoluído não se assusta com as formas da realidade.
Ele se adere ao viver e existir da realidade, se funde a sua forma, amalgama-se ao REAL.
Eu retorno ao meu existir, ao meu sentir como individuo, novamente me sinto EU.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Paradoxo da liberdade


Angustia no Ser, receio do vir-a-ser expresso na totalidade da consciência. A ansiedade na natureza do Dasein. O homem amedrontado pelo seu futuro, pela sua liberdade de escolhas. O fato de suas opções serem amplas, devido a sua liberdade de escolhas, causa um intrigante paradoxo. No momento, um homem tem a liberdade de escolha de qualquer futuro que possa estar ao seu horizonte, e por essa liberdade ser tão pessoal, gera uma condição temerária da própria escolha. Demonstra nisso, uma liberdade pronto a deixa-lo livre em suas escolhas, mas, que irá encarcerá-lo dentro de seu engajamento, mesmo que transcendente.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Os meus dias neste mundo estão se tornando cinza sem você ao meu lado




Diante do enojado modo de vida de alguns humanos, me apercebo excluído da realidade canibal-capitalista deste mundo. Me torno angustiado e acabo soçobrando neste plano. Até o Céu, outrora meu lar, me nega a alegria de vislumbrá-lo, se tornando, devastadoramente inclemente quanto a minha existência. Pois, se cobre a minha presença, me negando a divina beleza das estrelas, em toda sua fulgurante presença. Os meus dias neste mundo estão se tornando cinza sem você ao meu lado. Sozinho na multidão. Ainda sinto-me assim. Acho que nunca deveria ter descoberto a verdadeira natureza do amor. Quero-te ao meu lado o tempo inteiro. Amo-te!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Use a sua vitalidade, sua essência pura do prazer.




Solto aos desejos das musas,
liberto nos prazeres da carne.
Baco por fim se invejaria,
Sem um nem outro conceito moral
Estorvo do tempo e do espaço,
Uma fornicação cósmica.
Em um luxuriante orgasmo
Preso a lascívia pura e doce.
Que as mulheres corrompam este corpo.
Que Lilith sobreviva de meu esperma.
Queime seu capital em fetiches prazerosos.
Use a sua vitalidade, sua essência pura do prazer.
Torne-se aquilo que gosta.
Um tornado orgástico existencial, seja eu .
Sinta-se no limiar do útero de sua mãe,
Sinta a realidade do prazer... sinta-a.. sinta-se.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Acidente????


O temor que me ocorre, ao observar a decrepitude do corpo, pelo apetite voraz de Chronos, me deixa perplexo.
Uma anciã caminha, o corpo já desgastado pelo “o que tudo devora”, hesita e falha, caindo. e com a queda, o romper do tecido epidérmico, seu sangue esvai. Pessoas ao redor, piedosas a convalescença da idade, socorrem-na. Mas já sem tempo.
Então, já absorto por aquela imagem, verifico o contraste entre o vestido da velha senhora, representante de sua vaidade, longo e amarelo, com bordados no colo e nas mangas, lhe confere um ar retrô, jovial e ativa; ao ser abalroada por “aquele que anseia o fim alheio”, se desfaz. Aceita aquele certeiro golpe do fim. O seu vestido, outrora repassando uma intenção confiante em sua jovial cor, se mistura com o vermelho da vida,seu suprimento vital: sangue.
Vermelho no amarelo, amarelo no vermelho. Temor, dor, morte.
E, então, não há como deduzir se a vida daquela ser , que agora se esvai em ossos fragmentados e sangue escorrido, poderia se enquadrar no que consentimos como: algo produtivo para si e a humanidade.
Coloco-me a divagar: será, que o seu aperfeiçoamento como auto consciência, pode levar a mais algum outro ser, as “boas qualidades” do ser humano, ou deverá Chronos absorvê-la dentro de sua limitada vida sem aproveitamento. Ficara enclausurada em uma casa cheia de poeira, a qual a vida inteira se pôs a arrumá-la???
A resposta sempre ficará no vazio, pois é no vácuo que se refugia a incerteza.
Será que o destino me reserva o mesmo fim??? Doloroso, cruel e improdutivo??? Ou, talvez, estaria eu com todas as ferramentas prontas para construir o devir???
Quem sou? O que sou? O que serei?? Haverá resposta a isso?????
Realmente, depende somente de mim? Ou as condições impostas por uma cultura decadente e uma vida limitada, pela voraz saciedade de uma entidade, que faz sucumbir até a mais brilhante estrela???
Será que o tempo é uma dádiva ou uma maldição?
Será uma imposição dos deuses para lembrar-nos quem somos??
Qual a função da mortalidade na consciência????

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O meu amor, dissolva-o nas estrelas.


Nunca quero que se vá. Queres ir? Então, me faça dia eterno.
Consuma meu corpo pelos raios do sol, e, o meu amor, dissolva-o nas estrelas.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Sou simplesmente fascinado por ti...

Acordei, abri os olhos e você estava ali, ao pé da cama.
Linda e cheirosa, me excitando sem saber. A sua fina beleza que preenche meus sentidos.
O olhar se enche de humildade mediante o belo que irradia de você.
O olfato se preenche com seu cheiro. Enquanto o seu suspiro, pelo susto do toque de minha mão em seu ombro, me enchem os ouvidos como uma elegia divina. Seu corpo completa os sentidos de você em mim.
Como és bela, quando estás nua se trajando. Não há como não te amar... Sou simplesmente fascinado por ti...
...Meu Amor.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Precisa dizer algo mais?

To see a World in a Grain of Sand
And a Heaven in a Wild Flower
Hold infinity in the palm of your hand
And Eternity in a hour.

("Ver um Mundo em um Grão de Areia
E o Céu em uma Flor Selvagem
Segurar o infinito na palma de sua mão
E a Eternidade em uma hora."
William Blake )

Não sou inteiro com dúvidas

Poderíamos calejar-nos de pré-conceito e equivocarmos quanto a outras pessoas, seres humanos, diante de nós? Somos seres dos mais pérfidos desejos, obscenos; capazes de obliterar o senso comum de bem conviver. Fomos absurdamente abandonados a uma nave sem rumo, diante de um oceano de dúvidas: mesquinharias, falcatruas, absurdos, desonestidade, deslealdade. Se fossemos filhos de alguém, e este mesmo pai, possui onisciência, devíamos ser encaminhados para o “caminho correto”. Não poderíamos estar cercado de incertezas. Somos órfãos ou não? Meu pai me escuta no momento que choro ou ele há muito já se permite desviar os olhos de sua, lamentosa, criação? A dúvida corrompe as entranhas do ser. Até aonde seria a consciência um grande dom? Até aonde uma maldição? Quem sou eu -- mortal, portanto, finito – enquanto ser para confrontar a divindade? O lampejo da razão fora uma grande obra do diabo? Quem sou com dúvidas?
Não sou inteiro. Ë somente o que posso, certamente, constatar. Sou dividido e corrompido pela dúvida.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

É o que me restou no mundo de Deus

Um cadáver por sobre os iguais,
Em um pântano escuro e fétido,
Ressurgindo com uma repugnância visceral,
Odeio a minha disforme realidade.
Rodopio em desejos e, mantenho, a fúria contida,
Me desespero na raiva e hesitação.
Minha, outrora, boa aparência já se esvai;
Me torno um corpo pútrido, decompondo lentamente.
Sou, então, assim: uma coleção de ossos e vísceras.
Uma sinfonia macabra tornando a minha consciência um espelho.
Um espelho de minha vergonha como andrajo carnal,
Com a resoluta resignação de meu existir no mundo,
Através do prosseguir nas ações grotescas do pensamento,
Me enveredo nas entranhas de um inferno em vida.
Estou morto, estou sem você, sem ela, sem eles...
Solitário no limbo fétido deste pântano.
Aqui, no mundo onde a vida só existe como forma de lembrança,
Aqui, o cheiro de suas asas purulentas, com vermes; infestam o ar;
Seu podre hálito permeia por aqui. Estabelece seu reino.
Estou encarcerado em uma existência maldita.
A morte como minha perpétua companheira.
Os fungos, bactérias, vermes da decomposição como amantes;
Acariciando aquilo que um dia fora carne pulsante,
Hoje, nada mais do que fiapos de uma existência de vida.
É o que me restou no mundo de Deus.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Num vórtex de emoções tenho a alma digerida.

Num vórtex de emoções tenho a alma digerida.
Sinto-me... momento. Plenitude de tempo... estou só.
Fico perdido em uma imensidão, preenchida, somente, com a minha presença.
A vastidão me causa a princípio: perplexidade! Se apossa de mim este alucinante sentimento, para logo após, ocorrer a apresentação bestial da horrenda face do medo.
Estou só, sem natureza ou qualquer outro indício de uma presença, seja ela qual for. Estou só. Nem Deus e nem o Diabo se preocupam com minha sorte. Os deuses estão atarefados demais para mim. Vago na solidão cósmica.
Sofro, mas, não hei de derramar as minhas, sinceras, lágrimas diante do medo. Posso estabelecer parâmetros para enfrentá-lo.
Sou capaz de redimir a minha capacidade de hesitar diante do infinito. Nunca estive a cargo de uma força ordinariamente maléfica. Puro é ainda meu ser, mas, infelizmente, são necessários mais de um pensamento para preencher uma imensidão, essa pureza de alma perde-se nas vagas do espaço que, amalgamado a solidão, nos faz sentir pleno de nosso sofrimento, dos sentidos... do tempo.
A minha alma digerida por um vórtex de emoções.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Sonhei hoje.




Hoje eu vi a morte. Estava eu, dormindo, sonhando que caminhava, despreocupadamente, em um verdejante vale, quando fui rompido por uma negra massa e, subitamente, me vi a beira da galáxia, flutuando no espaço. Ela havia me procurado para debater.
De seus escuros, e puramente, negros olhos, ela me fitava. Dentro da minha mente escutava-a. Sua voz não era tenebrosa e nem doce. Era vazia... sem som. Mas os seus olhos é que me assustavam, pois, não haviam reflexo da luz, era como um buraco negro, consumia o mais brilhante raio de luz da mais vívida estrela. Eles não brilhavam. Simplesmente, consumiam a luz, e, estavam naquele momento direcionados, objetivando a minha alma. Então, percebi: que ela desejava, não sei... talvez... uma nova chance de me mostrar a verdade: sou um anjo expulso do céu. Mas ela não o disse.
Eu dialogaria com aquela entidade. De certa forma sempre soubera que estava aquém da expectativa de outros humanos, sabia que teria eu a capacidade de transformar-me em imortal, (não havia me apercebido como ex-integrante das hostes celestiais, ainda; havia temporariamente esquecido que era um anjo). Estaria extremamente grato por sentir que os planos a mim destinados seriam de relevante prestígio ao plano DELE. E a Morte, me procurou para saber o quanto dos sentimentos humanos e mortais pude adquirir. Foi quando percebi meu erro. Começamos por debater sobre a existência, dizia-lhe que por ser um humano e mortal não entendia como seu interesse poderia fixar em mim?
Sua resposta: -- o meu interesse em você, reside na verdade, você é um portador de uma de verdade, seja em quaisquer mundo ou universo existente. Você possui a parcela DELE em sua essência.
Assim, sinto que todo pensamento que já ousadamente tivera, em que me sentia especial, se demonstravam ali. Dentre poucos, eu era especial. A minha arrogância como ser especial se faz como um aprendizado e não por deboche. Caio no absurdo da minha realidade. Me dou conta que estou no vácuo e vejo as estrelas, penso em perguntas a fazer. Mas, antes de elaborar algo concreto diante daquele espanto, sou surpreendido pela sua voz sem som com a sua insinuação: -- o seu dia esta findando. O seu dia é curto.
Vejo que meu fim está próximo.
Mediante esta afirmação minha mente procura saída, e justamente em Bergman eu a vejo, uma forma de escapar ou prolongar mais um pouco minha parcela cronática, penso em desafiá-la, mas fico sem ação. Ainda não me dou conta de minha verdadeira natureza.
Ela escarnecia de mim, ria-se como se um grande palhaço fizesse a mais hilariante jocosidade e me responde: -- Não pense em me desafiar em nada, sou a Morte! Ninguém nunca me venceu!
Diante dessa afirmação sou tomado por um estranho calafrio, olho e vejo como tão sagaz ela se tornava mediante a aspectos psicológicos (atributos humanos, eu diria.), me colocou suspenso no vazio para que o meus sentidos tornem-se, na consciência, uma forma clara de impotência, diante de todo aquele espetáculo. Aquela entidade sabia como ter uma entrada triunfal, os olhos, a compreensão sem a fala, o discurso superior, o cenário...
Sim, decididamente, aquela era uma forma de assustar a qualquer cético que já tenha por esta terra caminhado. Aquela “majestade cósmica” ao meu redor imprimia em toda a sua grandiosidade uma forma de opressão, pois se existe alguma sensação de Nada – me desculpe, Sartre – foi aquilo pelo qual estava passando. A verdadeira expressão do Nada! É o que se sente a tão infinito esplendor.
Alguém bate na porta de meu quarto. Eu acordo. São 13:30 da tarde. Respiro aliviado. Mas, entendo, aquilo não era somente um sonho. Ainda me movia, o sol brilhava...e eu... ainda estava vivo. Mas sabia que nao era o cavaleiro Antonius. Acho que assisti muito ao Sétimo Selo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O futuro como opções ao SER

A angústia no Ser se forma pelo receio do vir-a-ser expresso na totalidade da consciência. É a ansiedade na natureza do Dasein, o homem amedrontado pelo seu futuro, pela sua vasta gama de liberdade em suas escolhas e opções e é justamente pelo fato de serem ambas amplas demais, que irá nos remeter a uma condição temerária da própria escolha.
O medo do fracasso no devir nos faz soçobrar no ímpeto de arriscar-se em uma transcendência, as nossas apreensões no lançar-se ao mundo nos deixa com a sensação da segurança em nosso atual patamar emocional, mas o fato, como diria Nietzsche em sua idéia de evolução, o papel do homem não é se estabilizar em um nicho perfeito e sim transcender toda existência, numa forma contínua e nunca completa – skaton .
Assumindo dentro da liberdade pessoal a condição de consciência transcendente e depurada, posso transformar minha realidade. Agir como senhor de meu universo. Assim permito que o que está em minha vida, somente permaneça se meu desejo assim o quiser, ou, caso, minha capacidade de retaliação de situações inadequadas de acordo com minha vontade seja débil.
A representação do que sou é formada por um discurso significativo do que pretendo, embasado pelas minhas atitudes, as quais formulam a minha existência como SER.
A justaposição da razão sobre a emoção deverá guiar as atitudes para SER, caso contrário estarei fadado ao “erro instintivo”(amor sem noção de conseqüência), colocando desta forma uma capacidade de SER altamente egoísta, pois o amor somente deseja acima de tudo o objeto amado, castrando em sua liberdade de escolha e forma de SER, o que consequentemente irá acarretar numa ruptura afetiva pelo fato de esquecermos que existe a intersubjetividade, portanto não somos apenas doadores de sentido mas também receptivo ao sentido do mundo. Então temos que aceitar o fato que os indutores existênciais é que guiam nosso SER.
As vivências, seja ela subjetiva ou intersubjetiva, é o que estará nos particularizando a noção de mundo. Tenho receio de não ter a maturidade suficiente para optar por um futuro que deságua na imortalidade. Do amor cego, que refreia a intempestuosidade de minha alma quando penso em nos dois. Um amor inconsequente que abrange o meu horizonte chamado: futuro

domingo, 25 de novembro de 2007

Sol



AURORA
Aqui! Novamente vendo-o nascer. Sem acompanhamento. Somos nós dois. Minto (afinal, sempre exagerei) tem galos cantando com toda força para ti, pássaros voando...
Ai de mim perdê-lo para sempre. Seria triste. Imensamente triste.
Irás ser a lâmpada que levanta para iluminar o mundo de novo. Sorrindo!...
Serás o grito da vida em sua exuberância abundante. Serás tudo! Rei do Céu!
Olharemos e brindaremos com o sangue da terra a sua presença, revelando como sois belo e imponente. Até a mãe de todos – a lua, aguarda-o chegar para se despedir. Os planetas então, brilhantes, humildemente, deixam-se a sua luz fulgurante, como servos que, momentaneamente, roubaram-lhes o esplendor, furtivamente, na cálida noite.
Vem azulando, transpassando a escuridão; se sobrepondo as escondidas relvas que teimam fazer sombra em demasia. Iluminando-as.
Você que é capaz de deleitar-se com a beleza de flores que abrem somente a ti, sobre o comando de teus raios. Sim, até isto lhe pertence majestade.
Mortal, assisto a magnitude de Teu aparecer. Tão belo! Uma obra infinita, pois existe como reconhecimento a priori da priori a amplitude de sua existência, como fonte do calor, da esperança ...
Sempre! Retorne para sempre. Todo dia... faça dia.
És de novo, como amanhã, de novo... a luz do mundo.

sábado, 24 de novembro de 2007

Drummond pornograficamente Drummond

Não quero ser o último a comer-te

Não quero ser o último a comer-te.
Se em tempo não ousei, agora é tarde.
Nem sopra a flama antiga nem beber-te
aplacaria sede que não arde

em minha boca seca de querer-te,
de desejar-te tanto e sem alarde,
fome que não sofria padecer-te
assim pasto de tantos, e eu covarde

a esperar que limpasses toda a gala
que por teu corpo e alma ainda resvala,
e chegasses, intata, renascida,

para travar comigo a luta extrema
que fizesse de toda a nossa vida
um chamejante, universal poema.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Sonhei com o demônio de cabelos vermelhos


Lilith, mulher antes de Eva, seus cabelos vermelhos demonstram o furor da libido incluso em ser tão delicioso e ao mesmo tempo perigoso. Com seus artificies sexuais estas a perturbar a noite dos homens. Sedenta, sai a noite de sua caverna para tentar a retidão do obtuso. Disposta a arrancar-lhe a última gota de semem que o corpo possa produzir.
Doce e querido demônio que nas minhas noites permeiam o meu pensar e assombra meus mais pérfidos e obscuros desejos. Vermelho teus pêlos, teu sangue, tua vida ... teu sexo!
Vermelho é a cor da sua existência. Vermelho é a cor do meu desejo por ti. Meu corpo sedento de seu afago, do seu corpo úmido contra o meu. Nós. O euvocê , o vocêeu. Unidos num galope pelo fantástico universo do prazer, descortinando nossas mentes em um mundo corrente de luxúria, lascívia, êxtase e dor, ódio e amor, loucura lúcida insana... PRAZER.
Quero ao seu mundo partilhar de suas orgias em sua escura e profunda caverna, onde o grito de dor não faz frente ao do prazer, e lá esta você com seus olhos semi-cerrados cavalgando para o êxtase do gozo, como quero ser eu a estar partilhando junto a ti de tão fabuloso deleite.
Me faça gozar!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Vazio de Sentido

Vazio de sentido torno meu pesar mais angustiante; a dor da perda intrinsecamente ligada ao meu ser.
Sou sofrimento e sou pura dor em meu transcender; exponho sentimentos represados no bojo de minha consciência, sentimentos estes que mostram a minha fraqueza diante da expressão de meu viver.
Sou tomado por recordações tão nítidas a ponto das imagens serem tangíveis aos meus olhos: seu rosto, flores; sua ira, tempestade; seu carinho, o hidromel ; seu sexo o próprio big-bang em meus sentidos...
Me faz falta você. Estou vazio. Sou tomado pelo horror diante do novo. O desespero de ser sem você atormenta meu espírito.
A morte talvez seja desta forma: um vazio de sentido. Será que estou morto?
Onde estarás que não estais ao meu lado?
Só... somente só! Assim permaneço.
O silêncio invade minha mente. Sou tomado pelo pavor da solidão. Meu universo não pode ser representado como um grito no vazio. Preciso de você!
Lamento a mim. Pois, por poucas vezes me sentira como um escárnio no meio da existência como agora. Ainda, ao aperceber-me nesta situação, sei que este processo de adaptação tem que se tornar permanente. Somente assim posso ser forte e moldável ao “admirável mundo novo”. Mas sou obrigado a admitir com Schopenhauer: “O homem é cativo demais para o super-homem...”. A nossa afetividade é tomada de assalto por um arrependimento amalgamado a dor da perda, o que nos torna voláteis a situação, ficamos fundidos ao meio. Expostos a diversas situações que transgridem a nossa objetividade. O mundo perde-se no horizonte como uma pintura surrealista, sem vínculo integral com o real.
Vou-me. Parto pelo início da via solidão. Agrilhoado a correntes adamantinas na insanidade, apercebo-me quebrado, partido.
A objetividade deve ser restaurada, não posso permitir-me a tamanho desatino diante de minha idade. Já sinto que não posso ser mais irresponsávelmente adolescente. Finalmente me dei conta que cresci, o que no fundo também é um dos gatilhos os quais me posicionam no desespero. Até quando posso me permitir não querer modelar a minha realidade de maneira a me aprazer em todas as formas e sentidos? Meu empenho para comigo esta a se tornar uma derrocada de minha vaidade. Não posso me flanquear do momento. Tenho que adquirir uma consciência plena de meu mundo e torná-lo algo moldável a minha vontade, como uma flecha ( atirada por um arqueiro zen ) que caminha em direção ao alvo, nula de intencionalidade, a priori, destituída de conscientizar-se. Ela simplesmente vai. Se torna caminho ao alvo naturalmente. Assim deve ser construída a fortaleza da vontade para atingir objetivos sem que estes, porventura, possam nos transformar como crítico intersubjetivo. Aquele que busca a perfeição somente pode se completar perante o amor, mas este não é o único caminho. A vida é levada por caminhos tortuosos e neles o gênio deve fluir, para que construa a estrada reta do conhecimento, sem afetar-se pelo meio vivido.
Mas, o sofrimento retorna e o vazio existencial se faz presente. Até mesmo a minha arrogância já não comporta as minhas palavras, sou obrigado a ferir-me e sentir-me como um... Solitário!
Onde estarás que não estais ao meu lado?
A morte talvez seja desta forma: um vazio de sentido. Será que estou morto?
Deixo-me corroer pela auto-piedade; é terrível como esse sentimento é deplorável, não pretendo permanecer neste conjunto ridículo e idiota me sentindo o ferido na cruz. Tenho que imbuir em meu ser a força motriz da vontade a priori. Devo-me retornar como uma transcendência na forma possível dentro do impossível, movido pelo caos, valorizando as minhas boas ações iniciais e tornando algo complementar a própria humanidade, em meu ato de existir. Esta deve ser a trilha a ser seguida. O objetivo da seta. Tenho que sobreviver, estou ansioso e desesperado. O novo mundo pode representar a minha firmação como ser, o meu Dasein está contido na perfeição. Não posso permitir que a razão que possuo possa transgredir em insanidade, ou que eu possa dispensar o meu “bom senso” – como diria Descartes.
Por um breve piscar da eternidade, sinto que não mais fará parte de meu séquito de afetividades o TU. Sou novamente invadido por um sentimento vazio. Olho-me no espelho, procurando enxergar o meu fervor juvenil e de repente sinto o mundo esfarelar aos meus pés. Vem a lume em meu ser: Cronos começa a perceber minha alma. Sinto, primeiramente, uma desconfortável vontade de gritar, mas entendo que tenho que dar conta de meus instintos primais; sou terra, água, fogo e ar mais Razão, não posso permitir que impulsos sentimentais possam vir a obter o domínio da Razão. O Mundo é meu, eu o criei, somente eu posso modificá-lo, para o “bem ou mal”, se é que realmente este artifício maniqueísta possa acertadamente expor a “realidade”.
Eu sou o Deus do meu mundo. A soberania da minha individualidade sobressai ao mundo exterior e sua intersubjetividade.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

AO MORRER...

Tudo é escuridão, me vejo de frente para o abismo.
A mão da renovação ceifa a minha porção de vida,
Vertendo o meu mundo com mares de ansiedade e dúvidas.
Vislumbro o dorso da imortalidade sofrer uma rachadura.
A lua desperta à beira do Éden, em um deserto de espinhos,
Em outro lugar e outro tempo.
A minha mente tramita no aqui - lá.
Dor... Um silvo agudo... Silêncio!
Vai, foi... Então, repouso no sono da morte.
Dor... Um silvo agudo... Silêncio!
A alma já no abismo céu-inferno, sente...
Vazio... O TODO!!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

O amor é a efemeridade do ódio.


Eu amo, tu amas, ele ama; no entanto, odiamos e enciumamos sobre o objeto amado.
Os seres não-transcendentes pelo amor são seres com abertura, carente, ao mundo; se agarrando a oportunidades ilusórias, a verdadeira má-fé de Sartre; se enganando quanto a verdadeira intenção, nua e crua, de tal sentimento. O que implica, uma situação de posse-empossada, nos traindo com sensações passageiras, pois a segurança que se verifica ante o objeto amado nos pertencendo, gera um vinculo com tal sentimento, que ele só se faz existir, de fato, se estivermos também como consciência desta posse do objeto amado. No que se trata de sua falta, torna-se ciúme histérico. Por isso a necessidade do compreender o que representa o verdadeiro amor. Ainda assim ele padece de defeitos. Afinal, mesmo que seja um sentimento divino, ele veio ter gênese no humano, portanto, imperfeito e limitado. Mesmo que sua concepção tenha sido perfeita e infinita.
Na transcendência do amar, pois saímos da situação de não-amo, passamos a agir inteiramente com má-fé, pois desvinculamos a realidade em torno de um sentimento que apraz o espírito, no momento em que tal objeto esta entretida ao meu ser. Nos enganamos com a realidade, alguns pensamentos se tornam sem valores, ideais são vendidos em busca de uma passageira calma de espirito(o amar), mas jamais essa calma se torna eterna, visto que todo relacionamento implica divergências de opiniões, a afirmação da individualidade do ser, o Eu.
No começo nos enganamos achando que a outra pessoa é o ser idealizado que falta a minha complementação. Mas, na verdade, o “vazio” está em meu ser. Somente posso ser completo mediante a consciência como formadora do meu existir e aceitação do que realizo como ser (amor próprio). Sem este pré-requisito, sou incapaz de amar o outro. Para se amar verdadeiramente, é necessário que estejamos em uma condição do em - si, verdadeiro e completo. Para que possamos notar o outro, não como complemento, e sim como parte de mim.
Decerto, uma realidade causticante e atormentada para quem vive no para-si.
Só é capaz de odiar aquela pessoa que pode amar. Se em seus anseios procura por alguém, perceba aqueles defeitos que afastam-nos de determinadas pessoas, pois na realidade é algo nelas que nos atraem na repulsa, elas não nos são indiferentes.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Discurso de apresentação

Eu por muito tempo esquecera o meu objetivo de alterar de alguma forma, penetrante e densamente, o estado conceito de consciência lúcida. Esquecera minhas opiniões sobre o existente (TODO). Esquecera quem sou e para qual “desrumo” haverei de traçar.
Como pudera esquecer quem sou? Do porque sou? E como sou?
Reavivada por experiências sentimentais como anseio, ódio, raiva, desprazer, e outras qualidades vis; Me sinto ao mesmo tempo revigorado e com fôlego novo – afinal : “o que não nos mata, nos torna mais forte.”*. Agora... piedade?... nunca para comigo! Espero que tenham saudades e boas recordações. Não vejo com bons olhos as predições existenciais como fulgurante no meu “dasein”, de pessoa sórdida e fútil, em travar esta “guerrinha” por algo que talvez não valha a pena. Sei claramente que sou póstumo, mas sei também que: o que fazemos em vida ecoa por toda eternidade -- o que me leva a crer que este mero detalhe não importa. Portanto, não posso pensar em deixar de fazer o que tem que ser feito. Tenho simplesmente que fazê-lo. Toda a experiência obtida me tornara mais forte: sou capaz agora plenamente de enxergar tais nuances das existências residuais(se encontra nestes ditos uma boa risada: do físico até a existência, tais seres são somente resíduos , nunca inteiros – hahahaha!!!!!) seres despojados de responsabilidade para com a sua liberdade, sobrevivem a custa da mendicância dos conchavos “políticos”. Mesquinhos roedores existenciais, sua luz é tao fraca que jamais apareceriam mediante outras; e que por este motivo, tendem a ofuscar estrelas as quais nunca serão apagadas. Como pude por determinado momento me tornar alguém preocupado com uma inutilidade, um dejeto existencial que nem ao menos tem noção de realidade? E eu ainda, por breves instantes da minha vida, posicionei-me em um patamar idêntico; o que me torna um asco no florescimento intelectual da consciência do UNO. Incapazes de conseguir outro grande engajamento na vida, e eu enxergando tais falácias como verdades, hahaha!!!! (Tenho que caçoar de mim mesmo.)
Eu a própria encarnação do Deus vivo me rebaixando até o extremo de me tornar alguém que ao olhar no espelho pensa: eu fizera realmente este absurdo? Sou parte integrante deste sórdido jogo?
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Sou o que faço. Os meus atos determinam meu posicionamento diante do mundo -- podendo ser de uma forma expressa em corporalidade(gestos, expressões...) ou discursiva(eu sou o meu discurso). Já a 2ª forma seria uma interpretação do desejo e não condizer com a realidade, em raríssimas exceções condiziria sim com a consciência atuante.
Serão estes pseudoargumentos integrantes de meu “dasein”? Acho que não!
Sou póstumo, mas pré-destinado. Sou aquele que veio ao universo para abrilhantá-lo e não obscurece-lo; sou uma forma de luz da consciência divina, portanto devo-me me ater a minha situação e agir como tal.