quinta-feira, 28 de agosto de 2008

CASSANDRA

violada, acometida do mais assombroso ato humano.
trespassada por um desejo sem consentimento,
de um ato vil... egoísta... cruel!
que Ser poderia tocar um anjo, sem ao menos professar seu nome?
vil aquele que rouba-te, minha amiga, seu corpo. na penumbra da noite.
o meu querer deve ser o teu querer em uníssono,
não o arder de minha malevolencia e egoísmo.
você é a flor que nasceu pra cuidar... ter cuidado....
e por cuidar, voce descobre que se descuida, sofre!
muitos foram seus pensamentos em outros,
por pureza da alma, pelo que és...
ohhh! como posso eu te consolar se nao estou, ao menos, ao teu lado?
te gosto, simplifico nesta afirmação o que minha alma senti por ti.
amiga... companheira de confissões, de meu não total bom existir...
você não merece o espinho da rosa, voce é a própria.
queria em mim, essa crueldade que nao lhe pertence.
eu sou um anjo-demonio, posso ver meus pares... anjos e demonios.
voce e um anjo, nao possui parcela sombria, merece o paraiso.
rosa multifoliada de doce existir,
nao merece ser violada e ter suas pétalas despedaçadas.
somente o vento poderá carregar junto com o tempo, essas amargas recordações,
deve-se fazer como o carvalho diante da tempestade,
curvar-se e deixá-la passar
para que no outro dia, o sol brilhe novamente,
revelando sua eterna beleza.


Nunca conheci pessoa tao doce e fantástica como você, nunca me permiti denegrir a minha amizade com ti. Você é maravilhosa. siga o exemplo do carvalho e sejas feliz para sempre!

domingo, 24 de agosto de 2008

de död

o morto repousa na cova.
o morto transcende o corpo.
o morto é espírito.
o morto não respira,
mas, ainda vive...
...lembranças... ...

ele viaja no tempo e espaço;
ele acomete de sentimentos;
ele sobrevive a carne;
ele é parte do cosmo.

o morto sofre pela vida de outrora;
o morto mendiga o vivo;
o morto se torna lembrança cada vez mais distante;
o morto é, finalmente... esquecido.







quando morto estamos, sabemos que nao mais nos interessam os vivos.
eles sim sentem a perda, um vazio de nao ter aquele ser como observador do seu ser.
egoismo do vivo, pois, quanto ao morto, nada mais importa. outro plano, outro tempo, outra existencia...
somos nos que sentimos a perda do morto, porque ele representa aquilo que queremos ser,pois e dado a ele a propriedade de opinar sobre mim.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Senhor de si, senhor de sua existencia

ao mundo ser da minha maneira,
sim!
quero morrer! mas no viver, estou morto.
que delicia quando meu ser se acalma,
e pensa nos detalhes do viver.
sim,
siiiimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!
queria esquecer meu espaço e tempo.
queria viver, cada momento,
como se fosse o ultimo.
agora como nunca fora.
e nas brumas do tempo, tem a sabedoria.
pacientes foram, no meu esperar.
simmmm! sou post-morten. Sou de outro século!
mais um, que estava na estrada errada do tempo.
sim, siiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmmmmmmm.
estou pronto para morrer.
escolha minha. nao destino!






minha escolha.
sou feliz por ter sido capaz de achar o momento em que devo sair de cena. nao sou mais o ator principal, sou um mero coadjuvante. e estou longe de uma hibernaçao leviana intelectual.
Torno-me ser capaz, impugnado de ousadia contra o destino; e dizendo: nao poderas tecer a minha vida. sou capaz de doma-la e determina-la. sou capaz de ser juiz de mim mesmo, nenhum deus pode me açoitar.
sou capaz de me superar e surpreende-los. a todos os deuses e deusas de todos os panteoes.
e a mais pura mentira, o suicidio e o divino no homem. ele e capaz de priva-lo, mesmo que momentaneamente, do seu instinto mais primal... a sobrevivencia.
somente aquele que se apercebe senhor de si mesmo diz a hora de sua morte.
nao por potencia de desejos irreais, mas sim pelo poder de manipular a minha existencia.
ATE, O FIM!

domingo, 3 de agosto de 2008

Cinza


Assim como a minha alma se intercala entre luz e trevas, voce se interpoe entre estes extremos. Tao negro e tao branco. Assim, és tu, oh cinza! Assim sou eu!
Ser de extremidades, assim sou eu. Opostos em um mesmo bojo. Sou, simplesmente, assim.
Mantenho em mim o paradoxo do existir, de Ser. Apercebo, assim, a minha essencia cinza: diante de alguns trevas, escuridao, uma incognita; para outros a luz, claridade, uma certeza.
Embora possa meu espirito ser tao negro como a mais horrenda treva, sou capaz de me posicionar como a mais fulgurante luz.
Assim sou EU. Assim e o cinza.