
AURORA
Aqui! Novamente vendo-o nascer. Sem acompanhamento. Somos nós dois. Minto (afinal, sempre exagerei) tem galos cantando com toda força para ti, pássaros voando...
Ai de mim perdê-lo para sempre. Seria triste. Imensamente triste.
Irás ser a lâmpada que levanta para iluminar o mundo de novo. Sorrindo!...
Serás o grito da vida em sua exuberância abundante. Serás tudo! Rei do Céu!
Olharemos e brindaremos com o sangue da terra a sua presença, revelando como sois belo e imponente. Até a mãe de todos – a lua, aguarda-o chegar para se despedir. Os planetas então, brilhantes, humildemente, deixam-se a sua luz fulgurante, como servos que, momentaneamente, roubaram-lhes o esplendor, furtivamente, na cálida noite.
Vem azulando, transpassando a escuridão; se sobrepondo as escondidas relvas que teimam fazer sombra em demasia. Iluminando-as.
Você que é capaz de deleitar-se com a beleza de flores que abrem somente a ti, sobre o comando de teus raios. Sim, até isto lhe pertence majestade.
Mortal, assisto a magnitude de Teu aparecer. Tão belo! Uma obra infinita, pois existe como reconhecimento a priori da priori a amplitude de sua existência, como fonte do calor, da esperança ...
Sempre! Retorne para sempre. Todo dia... faça dia.
És de novo, como amanhã, de novo... a luz do mundo.

Um comentário:
Simplesmente perfeito.
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