terça-feira, 25 de agosto de 2009

Foi-se o amor... Desprezo... foi o que ficou

Foi-se... pleno de sentimento daquele amor.
Vazio gerado por um ato impensado,
claro, ato impensado com furor.
Arrancado do ser em sua plenitude brilhante,
condena a alma a uma eternidade negrume.
Fiquei, foi-se o amor...
... Desprezo... foi o que ficou.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ouço os sons dos mortais

Vejo um caixão, ele esta ali, em cima da mesa. Coberto com flores multicoloridas e aromáticas; quem sabe, para disfarça o odor da morte. Um pano azul entre as flores e a mesa, caindo com suas bordas ao chão.
O corpo ali, deitado. Sereno. Descansando em paz.
Não se ouvem trombetas angelicais anunciando o paraíso. Mas, por nao possuir fé, isso já nao ocorra como outrora, a audiçao celestial. Mas, hoje, ouço os sons dos mortais, e tais sons estão muito distantes do que podemos chamar de divino. Pode-se sentir a alma ser invadida por uma avalanche de sensações, através do sentido da audiçao. E, sofrendo, escuto: O lamento do desespero. Os gritos daqueles que intimamente são afetados por seu sentimento de perda. O choro da eterna perda.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fechei os olhos para as estrelas


Destinado as estrelas. Aquele que persevera pela consciência cósmica. Assim sou!
Mas, entao vem a pergunta:"-- O que faço aqui, retido nesta esfera, que consome a minha existência e faz com que eu perca minha essência?"
O que mais me aflige é o fato de nao ter a resposta. E por nao possuí-la, deixo levar-me a não decidir em uma posição contrária.
A minha existência tem se encaminhado a um não viver, não sentir mais o prazer da vida. Canso de ser melancólico, mas o que me cerca na realidade é somente um sentimento de que estou no planeta errado. Percebo o quanto de culpa se abarca em minhas atitudes. Não posso depositá-las a outrem, pois somente a mim é destinado tal pecado. As escolhas foram realizadas por mim, somente por mim.
Larguei-me em busca de sonhos. Um sonho de amor perfeito. Já nao é o que mais sinto. Já nao é quem mais sou.
Me sinto perdido em uma existência que nao deveria ser a minha.
O ser dotado para as estrelas se travestes de sentimentos mundanos de angústia por não-ser. Não-ser aquilo que deveria SER. Não existe destino mais deplorável em todo o universo.
As opções adotadas sempre foram em buscas de prazeres mesquinhos. Fechei a porta ao vir-a-ser. Fechei os olhos para as estrelas.