segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Discurso de apresentação

Eu por muito tempo esquecera o meu objetivo de alterar de alguma forma, penetrante e densamente, o estado conceito de consciência lúcida. Esquecera minhas opiniões sobre o existente (TODO). Esquecera quem sou e para qual “desrumo” haverei de traçar.
Como pudera esquecer quem sou? Do porque sou? E como sou?
Reavivada por experiências sentimentais como anseio, ódio, raiva, desprazer, e outras qualidades vis; Me sinto ao mesmo tempo revigorado e com fôlego novo – afinal : “o que não nos mata, nos torna mais forte.”*. Agora... piedade?... nunca para comigo! Espero que tenham saudades e boas recordações. Não vejo com bons olhos as predições existenciais como fulgurante no meu “dasein”, de pessoa sórdida e fútil, em travar esta “guerrinha” por algo que talvez não valha a pena. Sei claramente que sou póstumo, mas sei também que: o que fazemos em vida ecoa por toda eternidade -- o que me leva a crer que este mero detalhe não importa. Portanto, não posso pensar em deixar de fazer o que tem que ser feito. Tenho simplesmente que fazê-lo. Toda a experiência obtida me tornara mais forte: sou capaz agora plenamente de enxergar tais nuances das existências residuais(se encontra nestes ditos uma boa risada: do físico até a existência, tais seres são somente resíduos , nunca inteiros – hahahaha!!!!!) seres despojados de responsabilidade para com a sua liberdade, sobrevivem a custa da mendicância dos conchavos “políticos”. Mesquinhos roedores existenciais, sua luz é tao fraca que jamais apareceriam mediante outras; e que por este motivo, tendem a ofuscar estrelas as quais nunca serão apagadas. Como pude por determinado momento me tornar alguém preocupado com uma inutilidade, um dejeto existencial que nem ao menos tem noção de realidade? E eu ainda, por breves instantes da minha vida, posicionei-me em um patamar idêntico; o que me torna um asco no florescimento intelectual da consciência do UNO. Incapazes de conseguir outro grande engajamento na vida, e eu enxergando tais falácias como verdades, hahaha!!!! (Tenho que caçoar de mim mesmo.)
Eu a própria encarnação do Deus vivo me rebaixando até o extremo de me tornar alguém que ao olhar no espelho pensa: eu fizera realmente este absurdo? Sou parte integrante deste sórdido jogo?
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Sou o que faço. Os meus atos determinam meu posicionamento diante do mundo -- podendo ser de uma forma expressa em corporalidade(gestos, expressões...) ou discursiva(eu sou o meu discurso). Já a 2ª forma seria uma interpretação do desejo e não condizer com a realidade, em raríssimas exceções condiziria sim com a consciência atuante.
Serão estes pseudoargumentos integrantes de meu “dasein”? Acho que não!
Sou póstumo, mas pré-destinado. Sou aquele que veio ao universo para abrilhantá-lo e não obscurece-lo; sou uma forma de luz da consciência divina, portanto devo-me me ater a minha situação e agir como tal.

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