
Com as pernas tremulas sou tomado de assalto,
Sinto como se o piso cedesse ao vácuo,
Me torno fraco diante de uma cena aterradora,
Onde o cerne de minha alma se fragmenta.
Fragmentos tao pequenos que mal posso reuni-los.
Meus sentimentos escorrem pelo meu vortex existencial.
Já não sou um... e inteiro... e completo... e perfeito.
Me torno parte do que não deveria ser, e não aceito meu devir.
Estou largado ao discorrer de uma vida, totalmente solitário.
Sou um objeto em que as lágrimas escolheram para correrem em profusão.
Um náufrago sentimental, que há muito perdeu seu senso de direção.
As vezes já não sei porque sou, pois meu mundo, sempre inteiro, se fora.
Agora, que há porto algum pertenço, sou levado a deriva pelo mundo.
Mas, ainda assim, estou aqui perdido. sem um coração-bússula para orientar-me.
Tenho meu coração dilacerado pelo amor... me faço triste.
Ainda sinto o frio no abdômen do seu faltar, falar, gozar.
Meu corpo se torna instrumento de um desespero fraqueza.
Quero matar o mundo. Quero matar o mundo.
Socorro!Estou pedindo socorro!
Ao meu existir peço: Socorro!
Estou afogado na maior angustia existencial do ser: sofro pela falta do seu amor.
Não sei que decisões acertar, para que possa eu parar de sofrer.
Vejo-me então, despido de meu orgulho, vergonha; confessando,à mim, que ainda te amo.
Esta situação me remete há um abismo, onde os sentimentos são disformes;
Um poço lúgubre de sensações mistas, levando a confusão sentimental.
E estou me chafurdando na lama caótica deste buraco. Estou definhando.
Largado aqui no frio do mundo, castigado pela tormenta do sentimento de perda.
Felizmente sou infeliz! E na minha infelicidade procuro e encontro o meu EU.
Encontro-o cadavérico, em decomposição, na realidade, a palavra correta: podre.
Mas sei que a saída desta gangrena de emoções se faz pelo sentidos.
Pela exasperação de sentidos no novo mundo, então me enxergo e me compreendo.
-- Sofrimento são fragmentos emocionais de um universo no microcosmo,
Apercebo-me como um grão infinitesimal de uma criação infinita.
Sou uma pilha de angustia, decepção, sofrimento e perda.
Estou aquém da cura, não existe pharmacon para mim.
Estou enraizado até a alma de um veneno chamado... Amor.
Não só mais o coração desespera-se, mas também a segurança do porvir.
Meu lastro de segurança da minha existência, torna-se extremamente frágil.
Facilmente, posso perder a via tortuosa da genialidade.
Me fincaria no caminho do aprimoramento, e esqueceria meus sonhos.
Amor... quintessencia do meu existir. Portanto do meu sofrer.
Aqui continuo jogado, estatelado no meio do NADA.
Sem no meu egoísmo de amar, receber o premio do seu dispor a mim.
Perco-me em vagalhões de ondas de pensamentos destrutivos.
Por que caminho estará a minha arrogância, minha força para existir?
Perdi a mim, perdi a você, perdi a ele... já não tenho fé em mim nem nele para prosseguir.
Tenho medo de enfrentar tudo aquilo que sou, mas, jamais posso me esquecer:
"o homem esta alem do homem", fomos criados para no sofrer, transcender.
Mas às custas de tantos sentimentos poderia eu me tornar transcendente.
Me afastar, para enxergar sobre a verdade de meu ser. Quem sou? Porque sou?
Não posso permitir que meu egoísmo sobressaia sobre a função do meu existir.
Sou dotado para a transcendência da espécie, não de um egoísmo doente.
Não posso me permitir soçobrar em meio a vida, a história. A minha história.
Através de minha historicidade me prendo ao mundo, que se prende a mim, como minha realidade.
Me torno alguém, somente para mim, mas também existo como ente no mundo.
Sou a realidade para o mundo e o mundo é a minha realidade.
Finalmente me conscientizo de que sou pura dor, angustia, desespero e sofrimento.
EU sou... EU.
Ainda que perdido em um arrebatado infortuno da vida, estou solto no etér,
Me proponho a ser forte, a agir de acordo como foi disposto a mim a realidade.
Devo ser predestinado e o verdadeiro. O espirito evoluído não se assusta com as formas da realidade.
Ele se adere ao viver e existir da realidade, se funde a sua forma, amalgama-se ao REAL.
Eu retorno ao meu existir, ao meu sentir como individuo, novamente me sinto EU.

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