sábado, 1 de dezembro de 2007

Não sou inteiro com dúvidas

Poderíamos calejar-nos de pré-conceito e equivocarmos quanto a outras pessoas, seres humanos, diante de nós? Somos seres dos mais pérfidos desejos, obscenos; capazes de obliterar o senso comum de bem conviver. Fomos absurdamente abandonados a uma nave sem rumo, diante de um oceano de dúvidas: mesquinharias, falcatruas, absurdos, desonestidade, deslealdade. Se fossemos filhos de alguém, e este mesmo pai, possui onisciência, devíamos ser encaminhados para o “caminho correto”. Não poderíamos estar cercado de incertezas. Somos órfãos ou não? Meu pai me escuta no momento que choro ou ele há muito já se permite desviar os olhos de sua, lamentosa, criação? A dúvida corrompe as entranhas do ser. Até aonde seria a consciência um grande dom? Até aonde uma maldição? Quem sou eu -- mortal, portanto, finito – enquanto ser para confrontar a divindade? O lampejo da razão fora uma grande obra do diabo? Quem sou com dúvidas?
Não sou inteiro. Ë somente o que posso, certamente, constatar. Sou dividido e corrompido pela dúvida.

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