quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Num vórtex de emoções tenho a alma digerida.

Num vórtex de emoções tenho a alma digerida.
Sinto-me... momento. Plenitude de tempo... estou só.
Fico perdido em uma imensidão, preenchida, somente, com a minha presença.
A vastidão me causa a princípio: perplexidade! Se apossa de mim este alucinante sentimento, para logo após, ocorrer a apresentação bestial da horrenda face do medo.
Estou só, sem natureza ou qualquer outro indício de uma presença, seja ela qual for. Estou só. Nem Deus e nem o Diabo se preocupam com minha sorte. Os deuses estão atarefados demais para mim. Vago na solidão cósmica.
Sofro, mas, não hei de derramar as minhas, sinceras, lágrimas diante do medo. Posso estabelecer parâmetros para enfrentá-lo.
Sou capaz de redimir a minha capacidade de hesitar diante do infinito. Nunca estive a cargo de uma força ordinariamente maléfica. Puro é ainda meu ser, mas, infelizmente, são necessários mais de um pensamento para preencher uma imensidão, essa pureza de alma perde-se nas vagas do espaço que, amalgamado a solidão, nos faz sentir pleno de nosso sofrimento, dos sentidos... do tempo.
A minha alma digerida por um vórtex de emoções.

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