quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Who wants to live forever
Estranho como algumas coisas se tornam vívidas de uma hora para outra. Uma recordação é capaz de trazer da mente à realidade: sabores, odores, sons... como se aquilo se apresentasse, momentaneamente, como lembrança-real ("live") delírios bergmanianos de minha parte.
Não sei ao certo, mas, sinto, que, neste momento, posso viver para sempre.
Fico espantado!
Sei da maldição dos imortais: nunca envelhecer, enquanto, à sua volta, tudo fenece.
sábado, 20 de agosto de 2011
Gosto de envelhecer, é saudável.
Sei que o temor do tempo corrói a ambição da eternidade no humano. Por vezes, me peguei a elucubrar sobre a ferocidade e a inclemência de Chronnos.
Atualmente, percebo que envelhecer é o principal demonstrativo da luminescência da vida. Não tenho problemas com a velhice. Não tenho problemas com os grisalhos aqui e acolá. Tudo é finito. Eu sou finito.
ESTRELAS PERECEM.
Nós morremos, as flores, até mesmo algumas idéias... tudo morre.
Me recordo que algumas pessoas citam os momentos em que há o dar conta da idade. Se assustam. Aterrorizam-se.
Eu não. Creio que, somente, é mais um degrau na existência.
Aceito o tempo corroer a minha carne, sem problemas. Possuo armas como a atitude de minha consciência, "erlebnis", no sentido pleno dado por Dilthey.
Meu pensamento, hoje, centra-se nas consequências e possibilidades de uma compreensão inter-humana. Não sou mais uma criança com medo do escuro que busca na fé uma lâmpada para afastar as negras dúvidas do porvir.
A resposta sempre esteve em nós, humanos. O homem angustiado pelas suas possibilidades de escolhas. O reconhecimento do "l'enfer, c'est les autres", claro, reconhecida as fatalidades nos seres perante a inter-subjetividade.
Está no ato de envelhecer o verdadeiro momento o qual as cortinas se abrem para o palco do existir, aonde a vida aparece como estrela principal em seu mais glorioso papel.
O envelhecer faz parte desta peça, é a apoteose da "erlebnis" em sua plena realidade experimentada.
Gosto de envelhecer, é saudável.
Atualmente, percebo que envelhecer é o principal demonstrativo da luminescência da vida. Não tenho problemas com a velhice. Não tenho problemas com os grisalhos aqui e acolá. Tudo é finito. Eu sou finito.
ESTRELAS PERECEM.
Nós morremos, as flores, até mesmo algumas idéias... tudo morre.
Me recordo que algumas pessoas citam os momentos em que há o dar conta da idade. Se assustam. Aterrorizam-se.
Eu não. Creio que, somente, é mais um degrau na existência.
Aceito o tempo corroer a minha carne, sem problemas. Possuo armas como a atitude de minha consciência, "erlebnis", no sentido pleno dado por Dilthey.
Meu pensamento, hoje, centra-se nas consequências e possibilidades de uma compreensão inter-humana. Não sou mais uma criança com medo do escuro que busca na fé uma lâmpada para afastar as negras dúvidas do porvir.
A resposta sempre esteve em nós, humanos. O homem angustiado pelas suas possibilidades de escolhas. O reconhecimento do "l'enfer, c'est les autres", claro, reconhecida as fatalidades nos seres perante a inter-subjetividade.
Está no ato de envelhecer o verdadeiro momento o qual as cortinas se abrem para o palco do existir, aonde a vida aparece como estrela principal em seu mais glorioso papel.
O envelhecer faz parte desta peça, é a apoteose da "erlebnis" em sua plena realidade experimentada.
Gosto de envelhecer, é saudável.
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Não quero o meu espírito pautado por receios escatológicos ou recompensas paradisíacas

Ardente se encontra meu espírito. Puro brilho. Ofuscante Ser. Alma ígnea.
Sou abalroado por sentimentos que faíscam e fulguram diante da realidade que me cerca.
Por vezes, me faço rogado. Forço- me a ostentar um semblante brando, enquanto meu pesar e refletir, são como duas galáxias colidindo entre si, puro pulso de energia brilhante.
Penso no porque de me ater preso a uma capa, um corpo; tornando-me , assim, escondido, oculto... inexprimível.
Soturnamente, meu cérebro, faz-se cruel. Malditos e execráveis engendros psicológicos. A máscara me é imposta automaticamente. Sem intervenção da razão.
Não permito de bom grado que se torne a sobrevivência ontológica de meu Ser os estratagemas psicológicos de meu cérebro. Combato-o com meu pensar, racionalizar.
Não pretendo ser conivente com os firmamentos cristãos. Minha existência não pode ser pautada pela falta de razão, baseada em dogmas. Não quero o meu espírito pautado por receios escatológicos ou recompensas paradisíacas, como representa o triptíco de Bosh: O Jardim das Delícias.
Quero explodir com a força de mil sóis. Ser quem sou: uma indizível quantidade de energia radiante. Devo ser a canção da vida, sua doce fruição.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Não pretendo me afogar em um lago congelado de mentiras

Engodo. Acho que, finalmente, encontrei nesta palavra a minha significação.
Sou um portador, o portador da verdade. Não desejei o fardo, mas o possuo. E, infelizmente, para quase todos, ela não é aquilo que buscam. Não, não é.
Em meus devaneios cheguei a conclusão do que é a verdade. Ela é limítrofe e possui dois princípios:
- Primeiro, ela é brilhante. É como o sol, nem todos conseguem fixar a visão nela;
- Segundo, ela é hedionda, extremamente hedionda, como a pior coisa jamais imaginável por um ser centrado no raciocínio. "O horror, o horror..."
Estes pontos limitam por demais aqueles que a desejam. Em um primeiro momento, nem todos aguentam a luz; e, no segundo, quando se observa algo que nao se espera, e este o parece como uma forma indescritível do horror, assusta-o. Causa aversão e medo.
Então, limita-se, assim, consideravelmente aqueles que podem enxergar, a priori, sua verdadeira essência.
Momentos insuportáveis seria o que posso proporcionar aos que a minha volta se encontram. Não mascaro a realidade. Não a distorço. Simplesmente, me alimento dela.
Não acredito no além-vida, não acredito em recompensas de um paraíso além da concretude do real. Nao sou platônico.
Não pretendo me afogar em um lago congelado de mentiras de um falso mundo.
Sou o que sou, dentro das opções do que posso Ser. Talvez, isso me deixe sozinho no meio da multidão.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Existem noites em que os dias são fodas
Perdido, isolado do mundo. Sinto falta de quando podia, em minha mente, viajar.
Ja não me sinto propício ao devir perfeito. Falta-me a inspiração, o ardor que queima o peito, que me eleva aos céus.
Sumiram aquelas palavras que sussuravam pelo vento enchendo-me de sabedoria... excitando a imaginação.
Não compreendo como desprender-me de meus sentimentos, objetivos, propensões...
Aqui, neste lugar, me sinto no mais obscuro abismo que pode o ser humano ter chegado. Não mais sei o que quero. Estou a vagar pela existência, sem propósito.
Continuo sem conseguir dormir à noite. Fico esperando que a escuridão se aproxime; me esconda; me faça desaparecer por completo.
A noite. O escuro. Esconda-me!
Decepcionado com o mundo, comigo. Desacreditei nos meus próprios ideais. Sinto meus desejos desfalecerem. Não consigo desejar, absolutamente, nada.
Não quero deixar-me ir em depressão. Não pretendo arregar aos fatos. Afinal, como disse anteriormente, prefiro sofrer na máxima em que pode o humano, para refletir a felicidade em seus momentos, em mesma radiante intensidade. Não me interessa ser uma lacuna mediana. Prefiro os extremos. Ser a gênese da dor ou o esplendor da felicidade. Ser o mais escuro buraco negro ou a mais brilhante estrela.
Nao que eu me permita a chegar em um ponto mediano, como disse. Mas, existem noites em que os dias são fodas!
Ja não me sinto propício ao devir perfeito. Falta-me a inspiração, o ardor que queima o peito, que me eleva aos céus.
Sumiram aquelas palavras que sussuravam pelo vento enchendo-me de sabedoria... excitando a imaginação.
Não compreendo como desprender-me de meus sentimentos, objetivos, propensões...
Aqui, neste lugar, me sinto no mais obscuro abismo que pode o ser humano ter chegado. Não mais sei o que quero. Estou a vagar pela existência, sem propósito.
Continuo sem conseguir dormir à noite. Fico esperando que a escuridão se aproxime; me esconda; me faça desaparecer por completo.
A noite. O escuro. Esconda-me!
Decepcionado com o mundo, comigo. Desacreditei nos meus próprios ideais. Sinto meus desejos desfalecerem. Não consigo desejar, absolutamente, nada.
Não quero deixar-me ir em depressão. Não pretendo arregar aos fatos. Afinal, como disse anteriormente, prefiro sofrer na máxima em que pode o humano, para refletir a felicidade em seus momentos, em mesma radiante intensidade. Não me interessa ser uma lacuna mediana. Prefiro os extremos. Ser a gênese da dor ou o esplendor da felicidade. Ser o mais escuro buraco negro ou a mais brilhante estrela.
Nao que eu me permita a chegar em um ponto mediano, como disse. Mas, existem noites em que os dias são fodas!
sábado, 8 de maio de 2010
Novos, sinuosos e obscuros caminhos.

O medo de tomar o primeiro passo. Desatar o nó do passado. Rasgar o vínculo com o antes. Decisões difíceis de serem tomadas. Neofobia do futuro.
Me dissolvo em receios os quais não podem ser sadios em busca do vir-a-ser. Devo me recolher na ausência do sentir, para, finalmente, Ser. Devo avaliar meus caminhos. Diagnosticar meu entendimento. Provir-me das forças do espírito, que, amalgamada a minha vontade me façam extirpar tal dependência afetiva. Preciso escutar o antigo e ensurdecedor som do silêncio. Me reerguer em meu existir. Ser a essência viva das estrelas.
Decerto, torna-se um alto pesar para aquele com o dom da consciência cósmica. Então, que ela em mim possa ser o maior peso que o humano possa suportar.
Não fui feito a semelhança do vidro, que em sua transparência se torna frágil. Mas, sim, sou moldado a frieza do titânio.
A resistência as quimeras existenciais. Assim sou EU.
Novos, sinuosos e obscuros caminhos. Esse é o destino que escolho.
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