A extensão de minhas propensões me colocam diante do patamar de uma existência calcada em riscos diários. Não é como atravessar a rua e ser abalroado por um veículo em curso por um “embriagado por velocidade ébrio”.
È real!
Então não perverto o caminho mostrado. As águas turvas me enchem de preocupação: mas tudo vale a pena, desde que sentido plenamente.
O neofóbico ocorre como um espírito malévolo, mas, finalmente, consigo descobrir o caminho. Devo assumir a minha natureza, devo me expor ao perigo, devo me reconfortar em minha enorme possibilidade de neurose de sobrevivência e a minha incrível capacidade de sobrepujar os obstáculos.
Devo estar apto a assumir algo fantasticamente novo. Fantasticamente solitário.
Sempre soubera que a morte estaria me esperando em um lugar sorrateiro, escuro, úmido e sombrio; como uma caverna no fundo de um lago, no fundo do oceano, estes, extremamente, perigosos recantos do mundo.
Mas o que mais me impressiona é a capacidade do Solitário ser pleno de sua essência. Sentir-se profundamente só. Ser único. Aquele que preenche o espaço. Aquele que marca a presença da vida nos lugares mais longínquos e absurdos. Aquele organismo que implode a construção da priori: a vida se encontra em qualquer parte. Sejam de meteoros a estreitos buracos, como cavernas dentro de lagos com extensões quilométricas e curvas.
A vida propaga!
Em seus mais inimagináveis cantos, ela esta presente. Provando a teimosia de sua existência. Podendo pagar ás vezes um alto preço pela escolha da solidão... a ausência.