quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sentir

Quando aqui fiquei sozinho, ainda senti falta de ti,
como se me faltasse o desejo de viver.
Senti frio, medo... desolação.
Nao queria me sentir assim, mas, era assim que me sentia.
Você não ligou para mim, embora disseste que me amava,
me deixou aqui, sentado no banco, vendo a lua sozinho.
Aonde você está? O que estará fazendo? Estará com outro?
Já nao mais me importa. Porque, hoje, sei que minha falta sentiu.
Mesmo que, por breves momentos, você sentiu a minha falta.
Achava eu que seria fácil viver sem ti, que daria um tempo.
As coisas nao se arranjaram como esperei, com o tempo.
A distância somente me lembra que lhe queria perto.
O tempo todo.



Amar alguém é desejá-lo em tempo integral, embora achemos possível,
o que é impossível, esquecer a sombra do que outro nos traz.
O outro amado serve como um espelho do que gostamos de ser na maior parte do tempo.
Mas, nao devemos esquecer o que somos, antes do outro.
Nos ver no espelho, quando o outro nos reflete, apenas mostra nosso egoísmo,
pois só percebemos a melhor parte de nosso ser quando ao nosso lado,
se encontra o amado objeto.
Esquecemos que o outro é outro e não parte de uma realidade de nossos desejos.
Quando não se dá conta do em-si e vislumbramos o para-si, até o amor é vencido.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Te quero bem, só nao te quero mais.


O adeus
O adeus machuca, magoa e fere o coraçao... do outro.
Existem momentos em que devemos perceber qual o instante de ser e nao-ser, momentos nossos, essencialmente pertencentes ao nosso espírito, a nossa construçao ou desconstruçao do espírito.
Ela disse adeus, ele disse adeus... e fomos... para sempre.
Nao que te queira mal, mas entenda, só nao te quero mais.
Nossos mundos sao muito diferentes e você nao sobreviveria ao meu, e nem eu ao seu.
Sou profano e mundando; mas, você: tenta ser o espelho de uma castidade (mesmo sabendo que a sua mente aspira aos mais ardentes e secretos desejos).
Nao fomos feitos para uma mistura, nao existe possibilidade de amálgama entre nós, nunca houve.
Te quero bem, só nao te quero mais.
(texto forjado em uma tempestuosa madrugada de setembro de 2004)