sábado, 2 de outubro de 2010

Como ela busca a vida.


BUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMMM!!!!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Não quero o meu espírito pautado por receios escatológicos ou recompensas paradisíacas


Ardente se encontra meu espírito. Puro brilho. Ofuscante Ser. Alma ígnea.
Sou abalroado por sentimentos que faíscam e fulguram diante da realidade que me cerca.
Por vezes, me faço rogado. Forço- me a ostentar um semblante brando, enquanto meu pesar e refletir, são como duas galáxias colidindo entre si, puro pulso de energia brilhante.
Penso no porque de me ater preso a uma capa, um corpo; tornando-me , assim, escondido, oculto... inexprimível.
Soturnamente, meu cérebro, faz-se cruel. Malditos e execráveis engendros psicológicos. A máscara me é imposta automaticamente. Sem intervenção da razão.
Não permito de bom grado que se torne a sobrevivência ontológica de meu Ser os estratagemas psicológicos de meu cérebro. Combato-o com meu pensar, racionalizar.
Não pretendo ser conivente com os firmamentos cristãos. Minha existência não pode ser pautada pela falta de razão, baseada em dogmas. Não quero o meu espírito pautado por receios escatológicos ou recompensas paradisíacas, como representa o triptíco de Bosh: O Jardim das Delícias.
Quero explodir com a força de mil sóis. Ser quem sou: uma indizível quantidade de energia radiante. Devo ser a canção da vida, sua doce fruição.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Não pretendo me afogar em um lago congelado de mentiras



Engodo. Acho que, finalmente, encontrei nesta palavra a minha significação.
Sou um portador, o portador da verdade. Não desejei o fardo, mas o possuo. E, infelizmente, para quase todos, ela não é aquilo que buscam. Não, não é.
Em meus devaneios cheguei a conclusão do que é a verdade. Ela é limítrofe e possui dois princípios:
- Primeiro, ela é brilhante. É como o sol, nem todos conseguem fixar a visão nela;
- Segundo, ela é hedionda, extremamente hedionda, como a pior coisa jamais imaginável por um ser centrado no raciocínio. "O horror, o horror..."
Estes pontos limitam por demais aqueles que a desejam. Em um primeiro momento, nem todos aguentam a luz; e, no segundo, quando se observa algo que nao se espera, e este o parece como uma forma indescritível do horror, assusta-o. Causa aversão e medo.
Então, limita-se, assim, consideravelmente aqueles que podem enxergar, a priori, sua verdadeira essência.
Momentos insuportáveis seria o que posso proporcionar aos que a minha volta se encontram. Não mascaro a realidade. Não a distorço. Simplesmente, me alimento dela.
Não acredito no além-vida, não acredito em recompensas de um paraíso além da concretude do real. Nao sou platônico.
Não pretendo me afogar em um lago congelado de mentiras de um falso mundo.
Sou o que sou, dentro das opções do que posso Ser. Talvez, isso me deixe sozinho no meio da multidão.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Existem noites em que os dias são fodas

Perdido, isolado do mundo. Sinto falta de quando podia, em minha mente, viajar.
Ja não me sinto propício ao devir perfeito. Falta-me a inspiração, o ardor que queima o peito, que me eleva aos céus.
Sumiram aquelas palavras que sussuravam pelo vento enchendo-me de sabedoria... excitando a imaginação.
Não compreendo como desprender-me de meus sentimentos, objetivos, propensões...
Aqui, neste lugar, me sinto no mais obscuro abismo que pode o ser humano ter chegado. Não mais sei o que quero. Estou a vagar pela existência, sem propósito.
Continuo sem conseguir dormir à noite. Fico esperando que a escuridão se aproxime; me esconda; me faça desaparecer por completo.
A noite. O escuro. Esconda-me!
Decepcionado com o mundo, comigo. Desacreditei nos meus próprios ideais. Sinto meus desejos desfalecerem. Não consigo desejar, absolutamente, nada.
Não quero deixar-me ir em depressão. Não pretendo arregar aos fatos. Afinal, como disse anteriormente, prefiro sofrer na máxima em que pode o humano, para refletir a felicidade em seus momentos, em mesma radiante intensidade. Não me interessa ser uma lacuna mediana. Prefiro os extremos. Ser a gênese da dor ou o esplendor da felicidade. Ser o mais escuro buraco negro ou a mais brilhante estrela.
Nao que eu me permita a chegar em um ponto mediano, como disse. Mas, existem noites em que os dias são fodas!

sábado, 8 de maio de 2010

Novos, sinuosos e obscuros caminhos.


O medo de tomar o primeiro passo. Desatar o nó do passado. Rasgar o vínculo com o antes. Decisões difíceis de serem tomadas. Neofobia do futuro.
Me dissolvo em receios os quais não podem ser sadios em busca do vir-a-ser. Devo me recolher na ausência do sentir, para, finalmente, Ser. Devo avaliar meus caminhos. Diagnosticar meu entendimento. Provir-me das forças do espírito, que, amalgamada a minha vontade me façam extirpar tal dependência afetiva. Preciso escutar o antigo e ensurdecedor som do silêncio. Me reerguer em meu existir. Ser a essência viva das estrelas.
Decerto, torna-se um alto pesar para aquele com o dom da consciência cósmica. Então, que ela em mim possa ser o maior peso que o humano possa suportar.
Não fui feito a semelhança do vidro, que em sua transparência se torna frágil. Mas, sim, sou moldado a frieza do titânio.
A resistência as quimeras existenciais. Assim sou EU.
Novos, sinuosos e obscuros caminhos. Esse é o destino que escolho.

domingo, 2 de maio de 2010

Livros Perdidos


Desprezar o conhecimento, optar por perder-se na ignorância; o que faz um ser perseverar pelo aniquilamento do maior bem humano?
Não consigo acreditar que ainda possam haver pessoas, tão unidas a mim, que ainda escolhem não-ser. Preferem a facilidade de um não-enxergar o óbvio, deixar-se levar como outros. O fluxo da ignorância optada. Causa-me verdadeiro terror o ritmo de tal escolha. A afirmação constante da destruição de mais uma geração pensante.
Enxergar aquilo o que queremos. Despistando uma realidade lógica e aparente que se apresenta diante de nós. Caminhar regularmente para uma aniquilação do ser... dos seres.
Percebo a atual desqualificação operada pelos nossos educadores, os quais são incentivados a não criarem alunos que teorizem criticamente - claro, não alongo ao todo tal opinião, mas a uma grande parcela. Professores devem possuir domínio e perseverança em sua arte. Fazer com que os alunos se interessem, como diria Einstein: "A tarefa essencial do professor é despertar a alegria de trabalhar e de conhecer".
Estamos em um momento em que a educação se tornou um dilema. Políticos preferem manter a população imersa em "burrice" para que possam prolongar seus mandos corruptos, e, muitos professores em sua apatia, se deixam levar pela maré do não-ser. Desculpas de sálarios e péssimas condições são as mais alegadas. A meu ver, uma camuflagem da incompetência de operância. Drástica!
Os livros perdidos. Posso assim definir a maioria dos professores que atuam, hoje, na educação. Volto a repetir: "NÃO SÃO TODOS, MAS UMA GRANDE MAIORIA".
Penso que a educação necessita de um renovar de olhares, pois faço minhas as palavras de um dos maiores seres humanos, o homem que no século XX foi o "honoris causa" da dissipação do conhecimento, Carl Sagan :
"No futuro, não muito distante, haverá poucos empregos para pessoas altamente educadas e bem preparadas. Não haverá chances para todo mundo. A qualidade do ensino é precária no mundo inteiro e isso terá graves conseqüências. Em especial, a educação científica é deplorável. Em quase todo o mundo os professores ainda são mal remunerados e a qualidade do ensino de ciências é muito deficiente. Para mim, este é um dos piores problemas que enfrentamos atualmente, causador de muitas desgraças. No início deste século, o escritor H.G. Wells dizia que "o futuro será uma corrida entre a educação e a catástrofe". No momento, acho que estamos perdendo a corrida".

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fui um anjo




Atravessar o real, Permear na imensidão do vacúo, observar a existência através da fresta do portal do paraíso... somente um anjo pode transcender o methaphisico para o phisico ou o contrário.
Por determinados momentos esqueço quem fui. O que me restou do que era.
Mas, apesar de mortal, ainda escuto música quando a alvorada eleva-se com os primeiros raios de sol e, também, quando o crepúsculo nos acena em adeus, com o sol mergulhando no horizonte.
Ainda possuo meus sentidos de anjo, embora encarcerado, agora, na forma mortal. Posso enxergar o mundo com olhos imortais, mas tenho o dom do amor mortal. Um amálgama de seres que me tornam, por natureza, a priori, solitário. Me sinto longe da superfície, longe de você. Agarro-me, desesperadamente, na possibilidade em que você jamais tenha me esquecido, mesmo que não mais esteja aqui. Nenhum abismo pode ser tao profundo que a luz do amor não possa perpassá-lo.
Me vem a luz da mente a morte. Penso em quando retornar. Penso se ELE ainda me aceitará ou me despachará para aqueles que um dia foram meus irmãos. E, assombra-me, se quando a terra abrir, o fato de ser apenas mais um corpo oco sem essência. Abre a terra sua voraz boca para engolir algo sem sentido. Será um cadáver sem sentido? Toda historicidade presa aquela singular existência derramada da vida - como um copo cheio que tomba-se ao chão - sem sentido?
Sem asas estou, mas, ainda assim, fui um anjo.

domingo, 18 de abril de 2010

Clarice, sempre... Lispector.




Clarice, um pouco dela, por ela:

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome."

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

"Desejava ainda mais: renascer sempre, cortar tudo o que aprendera, o que vira, e inaugurar-se num terreno novo onde todo pequeno ato tivesse um significado, onde o ar fosse respirado como da primeira vez."

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."

"...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada."

"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós."

"O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão."

- Clarice Lispector -

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"Almas" raras

Ao assistir o programa provocações da tv cultura, o entrevistador e diretor Abujamra, nos deixa uma idéia sobre o espírito, a qual pertence ao meu modus operandi diário.
Sou portador do espírito refinado e reflexivo, incansável contestador de uma realidade que consomem aqueles que seguem as massas, nao posso me permitir ser apenas mais uma "vaca de presépio". Nunca flertei ou corroborei com tal idéia.
Guerreiro em minha sôfrega existência, pertenço a uma categoria de "almas" raras. Uma classe de seres que julgam com seu senso crítico o maldito, ou bendito, existir; que, como afirma Jürgen Habermas, exercitam a teoria crítica; ao respirar, ao sentir... ao viver.
De um conhecido recordo-me: "o espírito preparado nunca se surpreende. Ele esta lá. Pronto a mudança. Sem se espantar, seja qual for a forma que o novo assuma. Sem temor, sem neofobia."
Devemos buscar na humanidade a forma de transcender a ignorância, os conceitos que são "pré-formados". Exercer a crítica construtiva só elevam aqueles que nos rodeiam ou as sofrem .
O acordar de um novo mundo se faz necessário para construirmos, nos construindo, uma nova alvorada repleta de cultura, igualdade e menos miséria, seja financeira ou intelectual.
O fato de sermos seres para morte nos deixa um interstício, e aí, justamente nesta lacuna de nascer e morrer, reside o grande triunfo da existência que é o viver. Nao podemos abarcar o fluxo de nos deixar levar, que as coisas aconteçam. A cada manhã devemos ser o SER-AÍ, o SER-NO-MUNDO. Heiddegeriano. A transmutação do pensar em ato.
Não devemos simplesmente acordar como ontem sendo o mesmo medíocre de ontem. O ser humano está para o além do humano. Devemos rever conceitos e transcendê-los um dia após o outro. Mesmo que ainda sejamos extremamente cativos, seja de amor, carinho, maneiras e formas; devemos transcendê-los. Somos a ponte para o super-homem, como dizia Nietzsche. A partir da reflexão do antes de ontem, fomos diferentes no ontem, para superar no hoje, e amanha olhar para hoje como o passo que nos leva a superar sempre, dia após dia.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Olhei em sua direção




Olhei em sua direção, pretendendo sorver de teu olhar o mais meigo carinho.
Pretendia roubar-lhe o mais doce beijo, se, com uma piscadela, fosse minha cúmplice. Me enganei de novo. De doce, só me restou o sonho. Pois, a colheita foi de um imenso amargar. Os seus beijos não mais a mim pertencem. Me resta o virar da face em direção ao travesseiro. Calha-me a música agora ouvida: So Lonely (The Police na voz da banda Nouvelle Vague).

terça-feira, 30 de março de 2010

EUVOCÊ




Estou morrendo. A cada momento estou mais próximo do fim. O tempo se torna retrógrado.
Ao tomar consciência de tal fato, em seu inteiro e completo entendimento, amedontro-me! A cada dia que se completa, a cada instante, é um a menos em minha existência.
Irrita-me o fato de sermos finitos.
Mas, existe uma outra coisa que me deixa ainda mais apavorado do que a finitude mortal: é não te ver antes de morrer; é nao ser EUVOCÊ.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Eu gostaria de ter um lugar para ir

Eu gostaria de ter um lugar para ir, aonde a amizade, o afeto, o carinho e o amor, fossem as palavras que traduzem os sentimentos que habitam aquele local.
Eu gostaria de ter um lugar para ir, um local aonde reine o bom humor e as risadas são constantes, como se o picadeiro do circo coalhado de palhaços fosse eterno.
Eu gostaria de ter um lugar para ir, para me refazer e refugiar,um local reforçado de muros como a doçura de uma risada de criança; uma fortaleza eregida no mais puro sentimento de amor.
Eu gostaria de ter um lugar para ir, aonde o dia e a noite são um só; o céu e lua andariam juntos e não separados. Um dianoite noitedia. Como nós, euvocê vocêeu.
Eu gostaria de ter um lugar para ir, aonde seria o piso branco de mármore como a mais pura ingenuidade, refletindo, tal qual um espelho, o brilho de nosso gostar.
Eu gostaria de ter um lugar para ir, que nâo fosse longe de você!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Não vejo a luz no fim-do-túnel


Obscuro céu. Tal qual meu caminho. O que procuro esperar?
A vida não nos espera recompor, nos recuperar...
O que posso esperar a não ser isolamento completo de um fatídico, falacioso e falso mundo. Não vejo a luz no fim-do-túnel.
Angústia do vir-a-ser. Sou eu, em sua completude.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Louca solidão que me consome

Louca solidão que me consome.
Queima, como o mais rigoroso dos invernos.
Necrosa a minha alma.
Solidão, solidão... solidão.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ela te ama, mas nao diga que fui eu quem te contei



Ainda me lembro quando me contaram um segredo e disseram: ela te ama, mas nao diga que fui eu quem te contei.

Quelqu'un m'a dit
On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Que de nos chagrins il s'en fait des manteaux.

Pourtant quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore,
Serais ce possible alors ?

On me dit que le destin se moque bien de nous,
Qu'il ne nous donne rien, et qu'il nous promet tout,
Paraît que le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou.

Pourtant quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore,
Serais ce possible alors ?

Mais qui est-ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?

Je ne me souviens plus, c'était tard dans la nuit,
J'entends encore la voix, mais je ne vois plus les
traits, "Il vous aime, c'est secret, ne lui dites pas
que je vous l'ai dit."

Tu vois, quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
Me l'a t'on vraiment dit que tu m'aimais encore,
Serais ce possible alors ?

On me dit que nos vies ne valent pas grand-chose,
Elles passent en un instant comme fanent les roses,
On me dit que le temps qui glisse est un salaud,
Et que de nos tristesses il s'en fait des manteaux.

Pourtant quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore,
C'est quelqu'un qui m'a dit que tu m'aimais encore,
Serais ce possible alors ?



"Falam que nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes como murcham as rosas.
Falam que o tempo que desliza é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz suas descobertas

No entanto alguém me disse... que você ainda me amava,
Foi alguém que me disse que você ainda me amava
Será isto possível então?

Falam me que o destino debocha de nós
Que não nos dá nada e que nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco

No entanto alguém me disse...que você ainda me amava,
Alguém que me disse... que você ainda me amava
Será isto possível então?

Mas quem me disse que você me ama ainda?
Eu não recordo mais, era tarde da noite,
Eu ainda ouço a voz, mas eu não vejo mais os seus traços
"ele ama você, isso é segredo, não lhe diga que eu disse a você"

Sabe, alguém me disse...que você ainda me ama,
Disseram-me isso realmente... que você ainda me ama,
Seria isto possível então?

Falam que nossas vidas não valem grande coisa,
Elas passam em instantes, como murcham as rosas
disseram-me que o tempo que se vai é um bastardo
Que das nossas tristezas ele faz a sua descoberta

No entanto alguém me disse...Que você ainda me ama,
Foi alguém que me disse Que você ainda me ama,
Seria isto possível então?"

(Carla Bruni)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Sinto falta

Às vezes, sinto falta de minhas asas.
Olho o mundo dos humanos, mortais; e sei que não sou como eles. Não sou "normal".
Desta vez é diferente. Não é como das outras vezes... Não consigo localizar a gênesis do ponto de angústia. Não sei a causa. Sinto somente a consequência.
Estou,simplesmente, triste.
Sinto-me triste! Contenho a tristeza em sua forma pura e a priori.
Estou triste!
Às vezes, sinto falta de minhas asas...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

QUE SEJA EU O PRÓPRIO SOL NESTE NOVO COSMO!


















Quando acaba o amor é sentir-se mortalmente ferido. É estatelar-se em mil pedaços, é ser o algo ferido, talvez, até mais, ser a própria ferida em sua fúria de sangue e dor. É sentir-se como um reservatório vazio, preenchido de um nada de isolamento. É estar psicologicamente falido. Sem alternativas ou saídas deste maldito sentimento de perda. Não há mais o que se propor como solução. Nada é tao dolorido quanto o dar conta do fim.
É urgente que possa me reagrupar em minhas virtudes e dons, observar o momento. É necessário relembrar o passado para não perder o futuro no presente. Espero que o findar deste ciclo seja o nascer de um sol pungente e brilhante. Uma nova maneira de enxergar o mundo.
QUE EU SEJA EU O PRÓPRIO SOL NESTE NOVO COSMO!