terça-feira, 17 de novembro de 2009

Justiça e Injustiça tem por resultado o equilíbrio, e sendo este mesmo... Deus?


A não-existência de uma justiça, num corrompido mundo consumista, me leva a crer que Deus está fora de questão como explicação para a criação e regência do universo.
Deus não pode existir!
Ao afirmar isso, o mato. Sou o carrasco da divindade. Assim como Pilatos lava as mãos e sela o destino de Cristo, eu, também, condeno Deus a morte. Na minha afirmação a sua não existência, torno-o inexistente.
Não fora, de forma alguma, minha, a idéia que o privou de existir; e sua inexistência, se corrobora pela total falta de provas de sua presença. A essência, o supra-sumo do que se entende e conceitualiza-se como "PURO BEM". Isso nao se traduz como realidade neste mundo.
O problema se instaura justamente aí, o ponto cabal que nos retribui como a prova de sua inexistência. Algo não pode ser aquilo que não é. O bem não pode ser mal. Ou é ou não-é. E, se Deus é, ele não pode ser não-ser. Mas, se ele não se faz presente, então, não está, também, o "puro bem". Se tornando assim a presença daquilo que não é, o mal.
Deus é mal? É injusto? É cruel?
Não existe equilíbrio e nem Deus.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Um andarilho











Carne em farrapos, o corpo em decomposiçao.
Um andarilho, gatuno e noturno, uma sobra de um humano.
Alimenta-se de restos que uma vez se tornou em demasia à certa mesa.
Como a um vira-lata, revolve o lixo em busca de sua sobrevivencia.
Mas a única coisa que coseguiu, foi, dolorosamente, prolongar o seu misero restolho de vida.
E eu ali, da sacada, olhando; sem atitude alguma, só a observar....

A passividade que toma forma em nosso relacionar-se com o outro, nos projetam como cumplices. Exercemos o papel de inuteis observadores, o pensamento se distancia da ação. O quanto de individualismo se fundiu a nossa semente?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Foi-se o amor... Desprezo... foi o que ficou

Foi-se... pleno de sentimento daquele amor.
Vazio gerado por um ato impensado,
claro, ato impensado com furor.
Arrancado do ser em sua plenitude brilhante,
condena a alma a uma eternidade negrume.
Fiquei, foi-se o amor...
... Desprezo... foi o que ficou.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ouço os sons dos mortais

Vejo um caixão, ele esta ali, em cima da mesa. Coberto com flores multicoloridas e aromáticas; quem sabe, para disfarça o odor da morte. Um pano azul entre as flores e a mesa, caindo com suas bordas ao chão.
O corpo ali, deitado. Sereno. Descansando em paz.
Não se ouvem trombetas angelicais anunciando o paraíso. Mas, por nao possuir fé, isso já nao ocorra como outrora, a audiçao celestial. Mas, hoje, ouço os sons dos mortais, e tais sons estão muito distantes do que podemos chamar de divino. Pode-se sentir a alma ser invadida por uma avalanche de sensações, através do sentido da audiçao. E, sofrendo, escuto: O lamento do desespero. Os gritos daqueles que intimamente são afetados por seu sentimento de perda. O choro da eterna perda.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Fechei os olhos para as estrelas


Destinado as estrelas. Aquele que persevera pela consciência cósmica. Assim sou!
Mas, entao vem a pergunta:"-- O que faço aqui, retido nesta esfera, que consome a minha existência e faz com que eu perca minha essência?"
O que mais me aflige é o fato de nao ter a resposta. E por nao possuí-la, deixo levar-me a não decidir em uma posição contrária.
A minha existência tem se encaminhado a um não viver, não sentir mais o prazer da vida. Canso de ser melancólico, mas o que me cerca na realidade é somente um sentimento de que estou no planeta errado. Percebo o quanto de culpa se abarca em minhas atitudes. Não posso depositá-las a outrem, pois somente a mim é destinado tal pecado. As escolhas foram realizadas por mim, somente por mim.
Larguei-me em busca de sonhos. Um sonho de amor perfeito. Já nao é o que mais sinto. Já nao é quem mais sou.
Me sinto perdido em uma existência que nao deveria ser a minha.
O ser dotado para as estrelas se travestes de sentimentos mundanos de angústia por não-ser. Não-ser aquilo que deveria SER. Não existe destino mais deplorável em todo o universo.
As opções adotadas sempre foram em buscas de prazeres mesquinhos. Fechei a porta ao vir-a-ser. Fechei os olhos para as estrelas.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Uma seta em direçao ao alvo


Criar é um movimento de redençao e sofrimento, uma forma de tornar a vida mais leve. Mas a existencia do criador é ofertada mediante o sofrimento de alguém, o artista. O qual incide na criaçao o sofrimento e a transformaçao.
Esta transformaçao começa no sofrimento, mas esta sempre transformando o espectador, causando , nao em um pesar pejorativo, mas, um horror e tremor diante daquele espetáculo, que atinge a sua alma como se fosse uma seta em direçao ao alvo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O preço pela escolha da solidão

A extensão de minhas propensões me colocam diante do patamar de uma existência calcada em riscos diários. Não é como atravessar a rua e ser abalroado por um veículo em curso por um “embriagado por velocidade ébrio”.
È real!
Então não perverto o caminho mostrado. As águas turvas me enchem de preocupação: mas tudo vale a pena, desde que sentido plenamente.
O neofóbico ocorre como um espírito malévolo, mas, finalmente, consigo descobrir o caminho. Devo assumir a minha natureza, devo me expor ao perigo, devo me reconfortar em minha enorme possibilidade de neurose de sobrevivência e a minha incrível capacidade de sobrepujar os obstáculos.
Devo estar apto a assumir algo fantasticamente novo. Fantasticamente solitário.
Sempre soubera que a morte estaria me esperando em um lugar sorrateiro, escuro, úmido e sombrio; como uma caverna no fundo de um lago, no fundo do oceano, estes, extremamente, perigosos recantos do mundo.
Mas o que mais me impressiona é a capacidade do Solitário ser pleno de sua essência. Sentir-se profundamente só. Ser único. Aquele que preenche o espaço. Aquele que marca a presença da vida nos lugares mais longínquos e absurdos. Aquele organismo que implode a construção da priori: a vida se encontra em qualquer parte. Sejam de meteoros a estreitos buracos, como cavernas dentro de lagos com extensões quilométricas e curvas.
A vida propaga!
Em seus mais inimagináveis cantos, ela esta presente. Provando a teimosia de sua existência. Podendo pagar ás vezes um alto preço pela escolha da solidão... a ausência.

terça-feira, 2 de junho de 2009

A CHAVE DO UNIVERSO

A matemática é a chave do universo.



Hipercubo e a 4ª dimensão.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

... ou fora o destino que assim quisera.


Perdi-me! Não sei como mas, perdi-me.
Não me sentira em casa, novamente.
Deveria buscar na solidão o que realmente sou...
... quem sou.
Já não sou mais EU.
Começo a esquecer o que sou.
Escolha própria???
Já nao sei mas se escolhi cair...
... ou fora o destino que assim o quisera.

domingo, 3 de maio de 2009

Um fantástico Ser Humano

No décimo aniversário do falecimento de Carl Sagan, esta nota foi publicada em seu site oficial:
"É provável que, se você veio aqui para se juntar a mim em um ato de recordação neste décimo aniversário da morte de Carl, você já conheça bem as numerosas realizações científicas e culturais do homem. É provável que você saiba que ele desempenhou um papel principal na exploração de nosso sistema solar, que ele acrescentou algo a nosso conhecimento das atmosferas de Vênus, Marte e Terra, que ele abriu caminho a novos ramos de investigação científica, que ele atraiu mais pessoas ao empreendimento científico que talvez qualquer outro ser humano e que ele era um cidadão consciencioso tanto da Terra como do cosmo. Talvez você seja um de muitos que foi levemente empurrado a uma trajetória de vida diferente pela atração gravitacional de algo que ele disse ou escreveu ou sonhou. Em minha estimativa parcial, ele era uma figura histórica mundial que nos incentivou a deixar a espiritualidade geocêntrica, narcisista, “sobrenatural” de nossa infância e abraçar a vastidão — amadurecer ao tomar as revelações da revolução científica moderna de coração."
— Ann Druyan

www.carlsagan.com

"Diante da vastidão do tempo e da imensidão do espaço é uma alegria para mim compartilhar uma época e um planeta com você."
Carl Edward Sagan (Nova Iorque, 9 de novembro de 1934 — Seattle, 20 de dezembro de 1996)




A lembrança de um dos maiores seres humanos que, porventura, tocou o solo deste planeta.
Aquele que trouxe luz a nossa escuridão.
Obrigado a ti, Carl, por ter vivido em um planeta, em um tempo, o qual vivi.
Decerto, a lacuna deixada por sua existência não será preenchida por uma vastidão de porção temporal.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sentir

Quando aqui fiquei sozinho, ainda senti falta de ti,
como se me faltasse o desejo de viver.
Senti frio, medo... desolação.
Nao queria me sentir assim, mas, era assim que me sentia.
Você não ligou para mim, embora disseste que me amava,
me deixou aqui, sentado no banco, vendo a lua sozinho.
Aonde você está? O que estará fazendo? Estará com outro?
Já nao mais me importa. Porque, hoje, sei que minha falta sentiu.
Mesmo que, por breves momentos, você sentiu a minha falta.
Achava eu que seria fácil viver sem ti, que daria um tempo.
As coisas nao se arranjaram como esperei, com o tempo.
A distância somente me lembra que lhe queria perto.
O tempo todo.



Amar alguém é desejá-lo em tempo integral, embora achemos possível,
o que é impossível, esquecer a sombra do que outro nos traz.
O outro amado serve como um espelho do que gostamos de ser na maior parte do tempo.
Mas, nao devemos esquecer o que somos, antes do outro.
Nos ver no espelho, quando o outro nos reflete, apenas mostra nosso egoísmo,
pois só percebemos a melhor parte de nosso ser quando ao nosso lado,
se encontra o amado objeto.
Esquecemos que o outro é outro e não parte de uma realidade de nossos desejos.
Quando não se dá conta do em-si e vislumbramos o para-si, até o amor é vencido.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Te quero bem, só nao te quero mais.


O adeus
O adeus machuca, magoa e fere o coraçao... do outro.
Existem momentos em que devemos perceber qual o instante de ser e nao-ser, momentos nossos, essencialmente pertencentes ao nosso espírito, a nossa construçao ou desconstruçao do espírito.
Ela disse adeus, ele disse adeus... e fomos... para sempre.
Nao que te queira mal, mas entenda, só nao te quero mais.
Nossos mundos sao muito diferentes e você nao sobreviveria ao meu, e nem eu ao seu.
Sou profano e mundando; mas, você: tenta ser o espelho de uma castidade (mesmo sabendo que a sua mente aspira aos mais ardentes e secretos desejos).
Nao fomos feitos para uma mistura, nao existe possibilidade de amálgama entre nós, nunca houve.
Te quero bem, só nao te quero mais.
(texto forjado em uma tempestuosa madrugada de setembro de 2004)

sexta-feira, 13 de março de 2009

A pior mascara que nosso Ser jamais deveria ter se travestido

"VENENO
O que matou o genero humano -- pois a maior parte da humanidade esta morta --
foram as mentiras:
a pretensao mentirosa e torpe de fingir sentir o que nao sentimos."
D. H. Lawrence



Compulsivos pela mentira, assim sao os humanos. Talvez por nao se aceitarem na forma como foram historicamente criados. Especula-se, para o seu vir-a-ser, uma vasta quantidade de opçoes, para no final, pegarmos a pior mascara que nosso Ser jamais deveria ter se travestido. Assumimos personagens e adoramos falsos deuses, sempre com a concordancia da consciencia. assim é a mentira que assume a forma de nosso Ser. Tornamo-nos seres abissais, distanciamo-nos, cada vez mais rapido, da sombra do que um dia foi o nosso real EU.
Nao suporto mentiras, um mundo com a realidade deturpada para favorecer nossos erros, dar a desculpa para atos hediondos e pensados, que praticamos. Nao devemos ser nada alem do que somos, com erros e acertos. Mentir é trair ao outro, e, decerto, nao seria algo que mereça. Nao aceito alguem negar a realidade para desculpar-se, nem a mim proprio.

terça-feira, 10 de março de 2009

Sou aquele o qual as sombras revelam


Eu sou a beleza que nas sombras reside. Uma tautologia corroborada pelo instante em que a eternidade da conta de si.
Existo e resisto mediante a força do tempo que me devora.
Primordialmente humano e o pathos que habita meu Ser. Angelical e o logos que aqui reside, tanto genesiano quanto hecatombico. Imortal e infinita e a minha essencia. Sou formado pelas poerias das estrelas, sou anjo, humano... transcendente. Sempre!
Sou aquele o qual as sombras revelam, como parte amalgamada a si, como o reflexo de sua beleza.
Por um reles momento deixo que um fio de raio de luz tome um pedaço do meu ser... e me des-velo, por breves momentos; ate estar imerso novamente na minha essencia, desaparecendo no etereo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Flor jogada ao nada

Em minha existencia sou como uma flor jogada ao nada,
selvagemente retirado de meu lar, despojado de meus irmaos,
isolado secamente em um distante deserto de concreto.
Assim, despedaço-me. Vou-me com o vento... vou.