O medo do fracasso no devir nos faz soçobrar no ímpeto de arriscar-se em uma transcendência, as nossas apreensões no lançar-se ao mundo nos deixa com a sensação da segurança em nosso atual patamar emocional, mas o fato, como diria Nietzsche em sua idéia de evolução, o papel do homem não é se estabilizar em um nicho perfeito e sim transcender toda existência, numa forma contínua e nunca completa – skaton .
Assumindo dentro da liberdade pessoal a condição de consciência transcendente e depurada, posso transformar minha realidade. Agir como senhor de meu universo. Assim permito que o que está em minha vida, somente permaneça se meu desejo assim o quiser, ou, caso, minha capacidade de retaliação de situações inadequadas de acordo com minha vontade seja débil.
A representação do que sou é formada por um discurso significativo do que pretendo, embasado pelas minhas atitudes, as quais formulam a minha existência como SER.
A justaposição da razão sobre a emoção deverá guiar as atitudes para SER, caso contrário estarei fadado ao “erro instintivo”(amor sem noção de conseqüência), colocando desta forma uma capacidade de SER altamente egoísta, pois o amor somente deseja acima de tudo o objeto amado, castrando em sua liberdade de escolha e forma de SER, o que consequentemente irá acarretar numa ruptura afetiva pelo fato de esquecermos que existe a intersubjetividade, portanto não somos apenas doadores de sentido mas também receptivo ao sentido do mundo. Então temos que aceitar o fato que os indutores existênciais é que guiam nosso SER.
As vivências, seja ela subjetiva ou intersubjetiva, é o que estará nos particularizando a noção de mundo. Tenho receio de não ter a maturidade suficiente para optar por um futuro que deságua na imortalidade. Do amor cego, que refreia a intempestuosidade de minha alma quando penso em nos dois. Um amor inconsequente que abrange o meu horizonte chamado: futuro

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