quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Dúvidas...


Porque gostar de alguém nos faz pesar em excesso em determinadas horas?
Como alguém que gosta, pode ofender o objeto amado??
A resposta, talvez seja: esse amor nunca existiu.
Como um Ser que tem consciência do universo, me vejo aqui, chorando.
De certo, esse outro ser (amado), nao consegue enxergar. Será que sao as minhas asas??

domingo, 16 de dezembro de 2007

Larguei-me a contemplar o céu sozinho.


Hoje, estou chateado. Minha posição existencial. Se tornou ela, maldita. Não posso fazer, ou continuar fazendo o que estou. Existe uma necessidade de centrar-se em objetivos, muitas vezes, obscurecidos pelas oportunidades inconcistentes.
Larguei-me a contemplar o céu sozinho.
Aqui, sozinho sem você,
me sinto só... nenê.
Aonde estará você?
Sorrindo comigo pras estrelas?
Não estás, o banco estava vazio.
Já não vê o céu com o mesmo brilho... comigo??
Aqui, sozinho sem você.
Fico triste, imensamente... tristonho sou.
Mas, sou pleno em mim, me torno em mim.
E sei que te QUERO!
Aqui, sozinho sem você.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Acordei e soube que o mundo nao ia explodir



Hoje acordei com a certeza que o fim do mundo não ocorrerá ensurdecedoramente, mas sim, com um simples e quase totalmente silencioso... Shiiiiii.
Nada melhor para ilustrar isto do que o poema de Thomas Stearns Eliot "Hollow Men", uso uma traduçao de Ivan Junqueira, já que aqui, nem todos sao obrigados a saber sua língua natal, embora, somente lendo o original, somos capazes de aperceber com profundidade seu conteúdo.

OS HOMENS OCOS

"A penny for the Old Guy"
(Um pêni para o Velho Guy)

Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada

Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;

Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam - se o fazem - não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.

II

Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.

Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo

- Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular

III

Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
Estão eretas, aqui recebem elas
A súplica da mão de um morto
Sob o lampejo de uma estrela agonizante.

E nisto consiste
O outro reino da morte:
Despertando sozinhos
À hora em que estamos
Trêmulos de ternura
Os lábios que beijariam
Rezam as pedras quebradas.

IV

Os olhos não estão aqui
Aqui os olhos não brilham
Neste vale de estrelas tíbias
Neste vale desvalido
Esta mandíbula em ruínas de nossos reinos perdidos

Neste último sítio de encontros
Juntos tateamos
Todos à fala esquivos
Reunidos na praia do túrgido rio

Sem nada ver, a não ser
Que os olhos reapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
Do reino em sombras da morte
A única esperança
De homens vazios.

V

Aqui rondamos a figueira-brava
Figueira-brava figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Às cinco em ponto da madrugada

Entre a idéia
E a realidade
Entre o movimento
E a ação
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino

Entre a concepção
E a criação
Entre a emoção
E a reação
Tomba a Sombra
A vida é muito longa

Entre o desejo
E o espasmo
Entre a potência
E a existência
Entre a essência
E a descendência
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino
Porque Teu é
A vida é
Porque Teu é o

Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Quando estou só, sem você.




Com as pernas tremulas sou tomado de assalto,
Sinto como se o piso cedesse ao vácuo,
Me torno fraco diante de uma cena aterradora,
Onde o cerne de minha alma se fragmenta.
Fragmentos tao pequenos que mal posso reuni-los.
Meus sentimentos escorrem pelo meu vortex existencial.
Já não sou um... e inteiro... e completo... e perfeito.
Me torno parte do que não deveria ser, e não aceito meu devir.
Estou largado ao discorrer de uma vida, totalmente solitário.
Sou um objeto em que as lágrimas escolheram para correrem em profusão.
Um náufrago sentimental, que há muito perdeu seu senso de direção.
As vezes já não sei porque sou, pois meu mundo, sempre inteiro, se fora.
Agora, que há porto algum pertenço, sou levado a deriva pelo mundo.
Mas, ainda assim, estou aqui perdido. sem um coração-bússula para orientar-me.
Tenho meu coração dilacerado pelo amor... me faço triste.
Ainda sinto o frio no abdômen do seu faltar, falar, gozar.
Meu corpo se torna instrumento de um desespero fraqueza.
Quero matar o mundo. Quero matar o mundo.
Socorro!Estou pedindo socorro!
Ao meu existir peço: Socorro!
Estou afogado na maior angustia existencial do ser: sofro pela falta do seu amor.
Não sei que decisões acertar, para que possa eu parar de sofrer.
Vejo-me então, despido de meu orgulho, vergonha; confessando,à mim, que ainda te amo.
Esta situação me remete há um abismo, onde os sentimentos são disformes;
Um poço lúgubre de sensações mistas, levando a confusão sentimental.
E estou me chafurdando na lama caótica deste buraco. Estou definhando.
Largado aqui no frio do mundo, castigado pela tormenta do sentimento de perda.
Felizmente sou infeliz! E na minha infelicidade procuro e encontro o meu EU.
Encontro-o cadavérico, em decomposição, na realidade, a palavra correta: podre.
Mas sei que a saída desta gangrena de emoções se faz pelo sentidos.
Pela exasperação de sentidos no novo mundo, então me enxergo e me compreendo.
-- Sofrimento são fragmentos emocionais de um universo no microcosmo,
Apercebo-me como um grão infinitesimal de uma criação infinita.
Sou uma pilha de angustia, decepção, sofrimento e perda.
Estou aquém da cura, não existe pharmacon para mim.
Estou enraizado até a alma de um veneno chamado... Amor.
Não só mais o coração desespera-se, mas também a segurança do porvir.
Meu lastro de segurança da minha existência, torna-se extremamente frágil.
Facilmente, posso perder a via tortuosa da genialidade.
Me fincaria no caminho do aprimoramento, e esqueceria meus sonhos.
Amor... quintessencia do meu existir. Portanto do meu sofrer.
Aqui continuo jogado, estatelado no meio do NADA.
Sem no meu egoísmo de amar, receber o premio do seu dispor a mim.
Perco-me em vagalhões de ondas de pensamentos destrutivos.
Por que caminho estará a minha arrogância, minha força para existir?
Perdi a mim, perdi a você, perdi a ele... já não tenho fé em mim nem nele para prosseguir.
Tenho medo de enfrentar tudo aquilo que sou, mas, jamais posso me esquecer:
"o homem esta alem do homem", fomos criados para no sofrer, transcender.
Mas às custas de tantos sentimentos poderia eu me tornar transcendente.
Me afastar, para enxergar sobre a verdade de meu ser. Quem sou? Porque sou?
Não posso permitir que meu egoísmo sobressaia sobre a função do meu existir.
Sou dotado para a transcendência da espécie, não de um egoísmo doente.
Não posso me permitir soçobrar em meio a vida, a história. A minha história.
Através de minha historicidade me prendo ao mundo, que se prende a mim, como minha realidade.
Me torno alguém, somente para mim, mas também existo como ente no mundo.
Sou a realidade para o mundo e o mundo é a minha realidade.
Finalmente me conscientizo de que sou pura dor, angustia, desespero e sofrimento.
EU sou... EU.
Ainda que perdido em um arrebatado infortuno da vida, estou solto no etér,
Me proponho a ser forte, a agir de acordo como foi disposto a mim a realidade.
Devo ser predestinado e o verdadeiro. O espirito evoluído não se assusta com as formas da realidade.
Ele se adere ao viver e existir da realidade, se funde a sua forma, amalgama-se ao REAL.
Eu retorno ao meu existir, ao meu sentir como individuo, novamente me sinto EU.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Paradoxo da liberdade


Angustia no Ser, receio do vir-a-ser expresso na totalidade da consciência. A ansiedade na natureza do Dasein. O homem amedrontado pelo seu futuro, pela sua liberdade de escolhas. O fato de suas opções serem amplas, devido a sua liberdade de escolhas, causa um intrigante paradoxo. No momento, um homem tem a liberdade de escolha de qualquer futuro que possa estar ao seu horizonte, e por essa liberdade ser tão pessoal, gera uma condição temerária da própria escolha. Demonstra nisso, uma liberdade pronto a deixa-lo livre em suas escolhas, mas, que irá encarcerá-lo dentro de seu engajamento, mesmo que transcendente.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Os meus dias neste mundo estão se tornando cinza sem você ao meu lado




Diante do enojado modo de vida de alguns humanos, me apercebo excluído da realidade canibal-capitalista deste mundo. Me torno angustiado e acabo soçobrando neste plano. Até o Céu, outrora meu lar, me nega a alegria de vislumbrá-lo, se tornando, devastadoramente inclemente quanto a minha existência. Pois, se cobre a minha presença, me negando a divina beleza das estrelas, em toda sua fulgurante presença. Os meus dias neste mundo estão se tornando cinza sem você ao meu lado. Sozinho na multidão. Ainda sinto-me assim. Acho que nunca deveria ter descoberto a verdadeira natureza do amor. Quero-te ao meu lado o tempo inteiro. Amo-te!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Use a sua vitalidade, sua essência pura do prazer.




Solto aos desejos das musas,
liberto nos prazeres da carne.
Baco por fim se invejaria,
Sem um nem outro conceito moral
Estorvo do tempo e do espaço,
Uma fornicação cósmica.
Em um luxuriante orgasmo
Preso a lascívia pura e doce.
Que as mulheres corrompam este corpo.
Que Lilith sobreviva de meu esperma.
Queime seu capital em fetiches prazerosos.
Use a sua vitalidade, sua essência pura do prazer.
Torne-se aquilo que gosta.
Um tornado orgástico existencial, seja eu .
Sinta-se no limiar do útero de sua mãe,
Sinta a realidade do prazer... sinta-a.. sinta-se.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Acidente????


O temor que me ocorre, ao observar a decrepitude do corpo, pelo apetite voraz de Chronos, me deixa perplexo.
Uma anciã caminha, o corpo já desgastado pelo “o que tudo devora”, hesita e falha, caindo. e com a queda, o romper do tecido epidérmico, seu sangue esvai. Pessoas ao redor, piedosas a convalescença da idade, socorrem-na. Mas já sem tempo.
Então, já absorto por aquela imagem, verifico o contraste entre o vestido da velha senhora, representante de sua vaidade, longo e amarelo, com bordados no colo e nas mangas, lhe confere um ar retrô, jovial e ativa; ao ser abalroada por “aquele que anseia o fim alheio”, se desfaz. Aceita aquele certeiro golpe do fim. O seu vestido, outrora repassando uma intenção confiante em sua jovial cor, se mistura com o vermelho da vida,seu suprimento vital: sangue.
Vermelho no amarelo, amarelo no vermelho. Temor, dor, morte.
E, então, não há como deduzir se a vida daquela ser , que agora se esvai em ossos fragmentados e sangue escorrido, poderia se enquadrar no que consentimos como: algo produtivo para si e a humanidade.
Coloco-me a divagar: será, que o seu aperfeiçoamento como auto consciência, pode levar a mais algum outro ser, as “boas qualidades” do ser humano, ou deverá Chronos absorvê-la dentro de sua limitada vida sem aproveitamento. Ficara enclausurada em uma casa cheia de poeira, a qual a vida inteira se pôs a arrumá-la???
A resposta sempre ficará no vazio, pois é no vácuo que se refugia a incerteza.
Será que o destino me reserva o mesmo fim??? Doloroso, cruel e improdutivo??? Ou, talvez, estaria eu com todas as ferramentas prontas para construir o devir???
Quem sou? O que sou? O que serei?? Haverá resposta a isso?????
Realmente, depende somente de mim? Ou as condições impostas por uma cultura decadente e uma vida limitada, pela voraz saciedade de uma entidade, que faz sucumbir até a mais brilhante estrela???
Será que o tempo é uma dádiva ou uma maldição?
Será uma imposição dos deuses para lembrar-nos quem somos??
Qual a função da mortalidade na consciência????

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O meu amor, dissolva-o nas estrelas.


Nunca quero que se vá. Queres ir? Então, me faça dia eterno.
Consuma meu corpo pelos raios do sol, e, o meu amor, dissolva-o nas estrelas.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Sou simplesmente fascinado por ti...

Acordei, abri os olhos e você estava ali, ao pé da cama.
Linda e cheirosa, me excitando sem saber. A sua fina beleza que preenche meus sentidos.
O olhar se enche de humildade mediante o belo que irradia de você.
O olfato se preenche com seu cheiro. Enquanto o seu suspiro, pelo susto do toque de minha mão em seu ombro, me enchem os ouvidos como uma elegia divina. Seu corpo completa os sentidos de você em mim.
Como és bela, quando estás nua se trajando. Não há como não te amar... Sou simplesmente fascinado por ti...
...Meu Amor.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Precisa dizer algo mais?

To see a World in a Grain of Sand
And a Heaven in a Wild Flower
Hold infinity in the palm of your hand
And Eternity in a hour.

("Ver um Mundo em um Grão de Areia
E o Céu em uma Flor Selvagem
Segurar o infinito na palma de sua mão
E a Eternidade em uma hora."
William Blake )

Não sou inteiro com dúvidas

Poderíamos calejar-nos de pré-conceito e equivocarmos quanto a outras pessoas, seres humanos, diante de nós? Somos seres dos mais pérfidos desejos, obscenos; capazes de obliterar o senso comum de bem conviver. Fomos absurdamente abandonados a uma nave sem rumo, diante de um oceano de dúvidas: mesquinharias, falcatruas, absurdos, desonestidade, deslealdade. Se fossemos filhos de alguém, e este mesmo pai, possui onisciência, devíamos ser encaminhados para o “caminho correto”. Não poderíamos estar cercado de incertezas. Somos órfãos ou não? Meu pai me escuta no momento que choro ou ele há muito já se permite desviar os olhos de sua, lamentosa, criação? A dúvida corrompe as entranhas do ser. Até aonde seria a consciência um grande dom? Até aonde uma maldição? Quem sou eu -- mortal, portanto, finito – enquanto ser para confrontar a divindade? O lampejo da razão fora uma grande obra do diabo? Quem sou com dúvidas?
Não sou inteiro. Ë somente o que posso, certamente, constatar. Sou dividido e corrompido pela dúvida.