terça-feira, 25 de maio de 2010

Existem noites em que os dias são fodas

Perdido, isolado do mundo. Sinto falta de quando podia, em minha mente, viajar.
Ja não me sinto propício ao devir perfeito. Falta-me a inspiração, o ardor que queima o peito, que me eleva aos céus.
Sumiram aquelas palavras que sussuravam pelo vento enchendo-me de sabedoria... excitando a imaginação.
Não compreendo como desprender-me de meus sentimentos, objetivos, propensões...
Aqui, neste lugar, me sinto no mais obscuro abismo que pode o ser humano ter chegado. Não mais sei o que quero. Estou a vagar pela existência, sem propósito.
Continuo sem conseguir dormir à noite. Fico esperando que a escuridão se aproxime; me esconda; me faça desaparecer por completo.
A noite. O escuro. Esconda-me!
Decepcionado com o mundo, comigo. Desacreditei nos meus próprios ideais. Sinto meus desejos desfalecerem. Não consigo desejar, absolutamente, nada.
Não quero deixar-me ir em depressão. Não pretendo arregar aos fatos. Afinal, como disse anteriormente, prefiro sofrer na máxima em que pode o humano, para refletir a felicidade em seus momentos, em mesma radiante intensidade. Não me interessa ser uma lacuna mediana. Prefiro os extremos. Ser a gênese da dor ou o esplendor da felicidade. Ser o mais escuro buraco negro ou a mais brilhante estrela.
Nao que eu me permita a chegar em um ponto mediano, como disse. Mas, existem noites em que os dias são fodas!

2 comentários:

Ana Libório disse...

Não acho ser mediano um defeito. Se mediano, for aquele que vive dentro da realidade das tristezas e alegrias.Em contrapartida, acho importante chegar aos extremos, mas sabendo que sempre o mais seguro é o meio.

Beijo!Beijo!

Deusiene disse...

Entendo o q quer dizer e solidaria a sua dor. Tem momentos que é complidado mesmo.
Obrigado por suas palavras em meu blog e seja sempre muito bem vindo.