domingo, 3 de agosto de 2008

Cinza


Assim como a minha alma se intercala entre luz e trevas, voce se interpoe entre estes extremos. Tao negro e tao branco. Assim, és tu, oh cinza! Assim sou eu!
Ser de extremidades, assim sou eu. Opostos em um mesmo bojo. Sou, simplesmente, assim.
Mantenho em mim o paradoxo do existir, de Ser. Apercebo, assim, a minha essencia cinza: diante de alguns trevas, escuridao, uma incognita; para outros a luz, claridade, uma certeza.
Embora possa meu espirito ser tao negro como a mais horrenda treva, sou capaz de me posicionar como a mais fulgurante luz.
Assim sou EU. Assim e o cinza.

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