O corpo ali, deitado. Sereno. Descansando em paz.
Não se ouvem trombetas angelicais anunciando o paraíso. Mas, por nao possuir fé, isso já nao ocorra como outrora, a audiçao celestial. Mas, hoje, ouço os sons dos mortais, e tais sons estão muito distantes do que podemos chamar de divino. Pode-se sentir a alma ser invadida por uma avalanche de sensações, através do sentido da audiçao. E, sofrendo, escuto: O lamento do desespero. Os gritos daqueles que intimamente são afetados por seu sentimento de perda. O choro da eterna perda.

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