
A não-existência de uma justiça, num corrompido mundo consumista, me leva a crer que Deus está fora de questão como explicação para a criação e regência do universo.
Deus não pode existir!
Ao afirmar isso, o mato. Sou o carrasco da divindade. Assim como Pilatos lava as mãos e sela o destino de Cristo, eu, também, condeno Deus a morte. Na minha afirmação a sua não existência, torno-o inexistente.
Não fora, de forma alguma, minha, a idéia que o privou de existir; e sua inexistência, se corrobora pela total falta de provas de sua presença. A essência, o supra-sumo do que se entende e conceitualiza-se como "PURO BEM". Isso nao se traduz como realidade neste mundo.
O problema se instaura justamente aí, o ponto cabal que nos retribui como a prova de sua inexistência. Algo não pode ser aquilo que não é. O bem não pode ser mal. Ou é ou não-é. E, se Deus é, ele não pode ser não-ser. Mas, se ele não se faz presente, então, não está, também, o "puro bem". Se tornando assim a presença daquilo que não é, o mal.
Deus é mal? É injusto? É cruel?
Não existe equilíbrio e nem Deus.

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