segunda-feira, 1 de setembro de 2008

é a flauta da morte me chamando...

escuto uma cançao, uma fina canção.
o vento nas folhas, um pio de coruja,
um estrondo de tambores, mas... ninguém.
estou só! -- concluo.
a canção permeia meu ser, o meu secreto ser.
toma minha mente de assalto e demonstra o divino;
escuto um doce, no entanto, macabro som.
é a flauta da morte me chamando...
... estou morto.



morro no momento em que me nego a ser o derradeiro ser-aí, me escolher como escolha em atos; fui aquilo que nao escolhi ser e deixei, a maldita "mao do destino", comandar meus passos, devo pular de minha posiçao imediata a um nivel mais elevado.
devo ser e me assumir como o ser transcendente, o Kwizatz Haderach de frank herbert,sou o destinado ao além do além, posso ver o universo com olhos de anjo; sou o potente em um mundo de não-potências; de degradação do outro.
da exorbitância de um deus chamado dinheiro, vejo a ruína dos homens.

Um comentário:

Luciene de Morais disse...

...morro no momento em que me nego a ser o derradeiro ser-aí, me escolher como escolha em atos; fui aquilo que nao escolhi ser e deixei, a maldita "mao do destino", comandar meus passos... Gostei muito disso! É verdade... deixar de ser-quem-se-é, não fazer escolhas... permitir que a vida leve (ou os outros levem). é como morrer.

Ah, você tinha razão, o quadro O Grito é de Munch. Obrigada pelo comentário em um de meus blogs, sobre o equívoco.
Apareça!